Uribe diz que "Chávez quer criar governo terrorista das FARC na Colômbia"

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

30 de novembro de 2007

Em Cajamar, no Departamento de Bolivar, o Presidente Álvaro Uribe Vélez disse que o Presidente Hugo Chávez deseja criar um "governo terrorista das FARC na Colômbia e usar a Colômbia "como porta de entrada para a conquista do continente".

Uribe disse:"A verdade, Presidente Chávez, é que nós necessitamos uma mediação contra o terrorismo e não de legitimadores do terrorismo. Suas palavras, suas atitudes, dão a impressão de que você não está interessado na paz da Colômbia, a não ser em que a Colômbia seja vítima de um governo terrorista das FARC. (...) A verdade, Presidente Chávez, é que você está fomentando um projeto expansionista no Continente, e na Colômbia esse projeto não tem entrada. (...)Não se pode maltratar ao Continente, incendiá-lo, como você o faz, falando de imperialismos, quando você, apoiado em seu pressuposto, quer montar um império".".

Uribe também disse: "Presidente Chávez: a verdade, com testemunhas, é que a você foi permitido mediar com as FARC, como pediu. A você foi permitido reunir-se com as FARC, como pediu. A você foi permitido reunir-se com a ELN. A você foi permitido que Rodrigo Granda fosse levado de Cuba para a Venezuela. E como em tantas ocasiões anteriores, as Farc voltaram a mentir, voltaram a não cumprir. A verdade, Presidente Chávez, e a verdade com testemunhas, é que quando não há argumentos e se apela aos insultos, como você faz, afetam-se não somente as relações internacionais, mas sim, neste caso, você com seus insultos e sua falta de argumentos fere a dignidade do próprio povo da Venezuela que você representa".

Uribe ainda disse: "A verdade, Presidente Chávez, é que não se pode maltratar a história, não se pode manchar a memória dos heróis, desfigurando-os na demagogia popular, para desorientar os povos".

Uribe e Chávez passaram a trocar acusações desde que Uribe descartou Chávez como mediador na negociação com as FARC para a libertação de reféns.

Fontes