Uribe descarta ajuda de Chávez para soltar reféns das FARC

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Álvaro Uribe, presidente da Colômbia.

23 de novembro de 2007

O Presidente da Colômbia Álvaro Uribe decidiu dar por encerrada a colaboração do Presidente da Venezuela Hugo Chávez como mediador das negociações para a libertação dos reféns seqüestrados pelas FARC. A senadora colombiana Piedad Córdoba também foi afastada das negociações.

"O presidente da República dá por terminada a facilitação da senadora (colombiana) Piedade Córdoba e a mediação do presidente Hugo Chávez, a quem agradece a ajuda que estavam emprestando", declarou Uribe num comunicado.

O governo da Venezuela disse que acatará a decisão.

Os jornais colombianos dizem que um contacto telefônico entre Chávez e o comandante do exército colombiano Mario Montoya teria sido a razão para a decisão de Uribe. Segundo a Radio Caracol, Córdoba teria feito várias chamadas para colombianos ilustres detalhando a reunião com o Presidente da França em 20 de novembro. Quando Córdoba falava com o General Mario Montoya, Hugo Chávez chegou, pegou o telefone e começou a conversar com Montoya:"General Montoya ... fala Hugo ... como está?(...)General, quantos policiais e soldados foram seqüestrados pelas FARC?"

O Presidente Uribe advertiu que não se deve pôr em risco a segurança democrática do país apesar dos esforços para libertar os reféns das FARC: "Não podemos pôr em risco a segurança democrática. Devemos fazer todos os esforços pela paz e pelo Acordo Humanitário mas tendo em conta que não se pode pôr em risco a segurança democrática, que é o que finalmente levará à paz e vai acabar com o seqüestro que tanto afetou este país".

Forças Armadas declaram lealdade a Uribe

O comando das Forças Armadas da Colômbia emitiu um comunicado em que enfatiza a autoridade do Presidente da República da Colômbia como chefe das Forças Armadas.

1. O Presidente da República é o Comandante Supremo das Forças Armadas da Colômbia, de acordo com o estabelecido no artigo 189 da Constituição Nacional, em seu terceiro parágrafo.

2. As Forças Militares e de Polícia são respeitosas das decisões adotadas pelo Governo Nacional. O Presidente da República, como condutor do processo de mediação e facilitação do acordo humanitário para obter a liberdade dos seqüestrados pelas Farc, designou o Alto Comissionado para a Paz para atender tais assuntos, e dadas as circunstâncias do processo, em matéria internacional delegou o Ministro das Relações Exteriores para atender os assuntos pertinentes.

3. O Ministro da Defesa e o Alto Comando Militar e Policial foram meticulosa e oportunamente inteirados, pelo Presidente da República e o Alto Comissionado para a Paz, de toda a evolução do processo, brindando a oportunidade de expressar opiniões inerentes ao setor Defesa. É de anotar que foi guardada a devida prudência sobre tão delicado tema, a efeitos de preservar a institucionalidad e e ajudar ao êxito do processo.

4. É preocupação maior do Ministério de Defesa e das Forças Armadas a vida em liberdade de todos os seqüestrados na Colômbia, para o qual serão mantidos os esforços cotidianos.

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Fontes