Terremoto sacode Chile e repercute na Argentina

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Mapa do terremoto
Foto: B1mbo Wikimedia Commons.

Agência Brasil

Sismo de 16 de setembro de 2015 no Chile: mapa e relevos sismicos.

16 de setembro de 2015

Um sismo atingiu hoje (16) maior parte do território de Chile, tendo chegado também em várias cidades da Argentina. De acordo com o US Geological Survey (USGS), responsável por monitorar terremotos em Oceano Pacífico, o tremor ocorreu no mar, a 11 quilômetros de profundidade, às 19:54:31 (UTC-3) do Chile (hora local).

O sismo foi de magnitude 8,3 na escala Richter e inicialmente, a magnitude registrada do terremoto era de 7,9 na mesma escala, mas foi corrigida horas depois, o que se torna uns dos mais altos somente este ano no mundo.

Seu epicentro fica a 71 quilômetros da cidade de Illapel (região do Coquimbo), na Província de Choapa, localizada no Norte de Santiago, capital do país, onde vivem cinco milhões de habitantes, onde este terremoto repercutiu na capital chilena e afetado principalmente as regiões central e norte.

"Lamentamos a morte de cinco cidadãos chilenos, apresentamos as condolências do Governo a todos os seus familiares. Nós estimamos o número de pessoas evacuadas para um milhão de pessoas", disse o Secretário Adjunto do Ministério do Interior, Mahmoud Aleuy.

As autoridades chilenas anunciaram que cinco pessoas morreram: "uma mulher de 25 a 30 anos foi atingido por uma cornija caindo na cabeça e outro morreu de um ataque cardíaco na cidade de Maipu, perto de Santiago".

Na capital Santiago, o terremoto sacudiu vários milhares de edifícios e casas, criando um pânico na cidade. Os habitantes se refugiaram nas ruas por medo de ter seu colapso casas.

Michelle Bachelet, a presidente do Chile, anunciou que ela iria viajar para a área mais afetada, perto do epicentro 280 km de Santiago e 46 km de Illapel, onde não há água corrente ou mais energia elétrica, de acordo com autoridades locais.

Argentina

Apesar da distância, o terremoto no Chile chegou também em várias cidades argentinas como Mendoza e Buenos Aires.

Na província argentina de Mendoza, inclusive a capital homônima, na fronteira com o Chile, o terremoto no Chile foi sentido com mais intensidade. As pessoas abandonaram os cafés ao perceber que as cadeiras e mesas estavam se movendo.

Em Buenos Aires, em alguns edifícios altos do centro de Buenos Aires, ocorreram os balançares das lustres. Os moradores, assustados, ligaram para o Serviço de Atenção Medica de Emergências (Same), que costuma ser mobilizado em casos de acidentes graves.

“Muita gente ligou preocupada, perguntando se tinha que abandonar os prédios”, disse o diretor do Same, Alberto Crescenti, que tranquilizou a população. “Estamos atentos, mas já constatamos que o terremoto no Chile não provocou danos estruturais [nos edifícios de Buenos Aires]”, acrescentou.

Américas e Oceano Pacífico

Mesmo assim, pela localização geográfica do epicentro e as possibilidades de que se ocorram réplicas, o Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Armada do Chile emitiu um alerta de tsunami, por todo o litoral de países da América do Sul, fronteira com o Oceano Pacífico.

Hawaii e partes da Califórnia (ambos nos Estados Unidos), o Peru, a Nova Zelândia e outras ilhas do Pacífico afetados por este alerta. A Polinésia Francesa foi colocado em vigilância.

Histórico

Chile foi atingido por outro terremoto em abril de 2014. Com uma magnitude de 8,2, que matou seis pessoas e causou danos materiais consideráveis.

Mas outro terremoto que foi devastador foi em fevereiro de 2010, provocando tsunami no litoral do país, matando dezenas de pessoas.

Fontes

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