Temporada de furacões no Atlântico será intensa este ano, segundo NOAA

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23 de maio de 2020


Imagem do furacão Katrina, um dos que mais causou estragos nos EU

“Acima do normal”: é assim que o NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) estima como será a Temporada de Furacões no Atlântico de 2020. A previsão foi feita pelo Centro de Previsão Climática do órgão, que considera que as chances para que temporada seja intensa é de 60%, contra apenas 10% de que seja “abaixo do normal”.

A temporada, que começa oficialmente no dia 1º de junho, deve ter de 13 a 19 tempestades que receberão nomes (aquelas com ventos de 60km/h ou mais), das quais 6 a 10 podem se tornar furacões (com ventos acima de 120km/h). Destes furacões, de 3 a 6 podem se tornar furacões mais intensos, de categoria 3, 4 ou 5 (que apresentam ventos acima de 175 km/h).

Segundo o NOAA, a análise da temporada tem um grau de confiança de 70%.

O que é uma temporada média?

Uma temporada de furacões, na média, produz 12 tempestades, das quais 6 se tornam furacões, 3 deles das categorias 3, 4 ou 5, de acordo com o NOAA.

Qual a diferença entre furacões, tufões e ciclones?

"Eles são tudo a mesma coisa: tempestades tropicais", esclarece a BBC, que explica que eles são conhecidos por nomes diferentes dependendo da região onde acontecem. As tempestades tropicais que ocorrerem no Oceano Atlântico Norte e no Pacífico Nordeste são chamadas furacões; no Oceano Pacífico Noroeste elas são conhecidas como tufões e no Pacífico Sul e Oceano Índico, como ciclones.

Como os furacões são nomeados?

A primeira lista de nomes para os furacões do Atlântico foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC em inglês), sendo depois adotada em outras partes do planeta para nomear também ciclones e tufões. Antes de 1953, o exército americano foi o primeiro a nomear as tempestades com nomes de pessoas, durante a Segunda Guerra Mundial. Na época, nomes femininos eram mais comuns, pois eram homenagens a mães, esposas e namoradas.

Atualmente, a relação de nomes é atualizada a cada seis anos pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU baseada na Suíça, e a lista anual é uma intercalação de nomes femininos e masculinos, em ordem alfabética. A lista para a Temporada de furacões no Atlântico de 2020 tem, por exemplo, Arthur, Bertha, Cristobal, Dolly e Edouard, só para citar os cinco primeiros nomes. A Tempestade Tropical Arthur foi a primeira a ocorrer e atingiu a Carolina do Norte e a Virgínia dias atrás, sem, no entanto, ter se transformado num furacão.

As tempestades podem ter seus nomes reciclados, ou seja, os nomes podem ser usados mais de uma vez. É o caso , por exemplo, do Tufão Vongfong, que atingiu as Filipinas há duas semanas. Já tempestades extremamente destrutivas podem ter seus nomes usados apenas uma vez, como é o caso do Furacão Katrina. A decisão de tirar um nome definitivamente da lista é dos comitês regionais da OMM, que se reúnem anualmente para avaliar a temporada anterior.

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