Renuncia o primeiro-ministro de Ucrânia, Arseni Yatseniuk

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Arseni Yatseniuk em 2011.
Foto: Ybilyk/Wikimedia Commons.

Agência Brasil

10 de abril de 2016

Ucrânia

O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, anunciou a sua renúncia ao cargo hoje em discurso transmitido pela televisão, menos de dois meses depois de ter sobrevivido a um voto de desconfiança no Parlamento e pressões por parte dos integrantes da coalizão del partido. O anúncio se deu através do programa televisivo "Dez Minutos com o Primeiro-Ministro" na qual se transmite em vários canais do país, informou a agência de notícias Interfax.

Segundo Arseni Iatseniuk, a demissão deverá ser ratificada terça-feira e Poroshenko já designou o presidente do Parlamento, Volodymyr Groissman, para lhe suceder.

Tendo feito tudo o que pude para assegurar a estabilidade do país e construir uma transição tão calma quanto possível, decidi renunciar ao cargo de primeiro-ministro da Ucrânia. Na terça-feira, 12 de abril, minha decisão será apresentada à Rada Suprema [Parlamento ucraniano].

Aresni Yatseniuk, primer ministro de Ucrânia

O primeiro-ministro Iatseniuk, 41 anos, disse hoje que as forças europeias devem constituir nova coligação e formar um novo governo, que será apoiado pela sua Frente Popular.

Iatseniuk declarou também que a crise política que enfrenta Ucrânia foi "desencadeada artificialmente".

Há algo que não se pode permitir: a desestabilização do Poder Executivo em tempos de guerra. E essa perspectiva é inevitável após a demissão, se não for escolhido imediatamente um novo governo.

acrescentou

O primeiro ministro demissionário defendeu ainda "uma nova legislação eleitoral, reformas constitucionais, uma reforma da Justiça".

Histórico

Iatseniuk, que ocupava a função há dois anos, sobreviveu, em 16 de fevereiro, a uma moção de censura, no mesmo dia em que o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko pediu demissão.

Nos últimos meses, o primeiro-ministro demissionário vinha sendo fortemente criticado pela insuficiência das reformas prometidas e por defender os interesses dos oligarcas. O presidente ucraniano Poroshenko também enfrenta pressões para demitir parte da coalizão.

A Ucrânia enfrenta guerra civil no leste do país desde abril de 2014, dois meses após a revolução violenta em que derrubou presidente aliado da Rússia, quando separatistas russos anunciaram plebiscitos no leste do país, onde são maioria, em que levaram a declaração de independência, não reconhecida internacionalmente e início de combates. A Ucrânia acusou a Rússia de apoiar os separatistas e invadir o leste do país, acusações negadas por russos, que por vez ameaçou intervir no país, caso os russos sofrerem perseguições de ucranianos.

Fontes

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