Procuradora colombiana acusa ex-comissário de paz por falsidade na desmobilização dos guerrilheiros

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O então comisionado de paz Luis Carlos Restrepo (direita, junto ao ex-presidente argentino Néstor Kirchner).

24 de dezembro de 2011

Bogotá, Colômbia — A procuradora geral colombiana, Viviane Morales (que preside a Fiscalía General de la Nación, termo equivalente à Procuradoria Geral da Nação colombiana), já solicitou uma imputação de cargos para ex-comissário da paz, Luis Carlos Restrepo por falsidade na desmobilização de uma frente das FARC em 2006, assim como outros crimes como peculato, concerto para crime (equivalente à conspiração), uso ilegal de armas para a Forças Militares (equivalente à Forças Armadas colombianas).

Restrepo, que desempenhou seu cargo durante o governo de Alvaro Uribe Velez de agosto de 2002 a fevereiro de 2009, participou no processo do desarmamento da frente Cacica la Gaitana ocorrido em 6 de março em uma área rural do departamento de Tolima. Posteriormente, a entidade investigada coletou provas da falsidade na qual os guerrilheiros apresentados não eram, mas apenas mendigos e viciados em drogas que procediam de outras cidades para se vestirem com uniforme de combate (pertencente à 6ª Brigada do Exército) e entregaram armas que a guerrilha não usa ​​geralmente.

Él (Restrepo), en su calidad de servidor público, estaba en la obligación de denunciar. ¿Por qué le falló la memoria durante seis años y se viene a acordar ahora de esos hechos supuestamente delictivos?. Este no es un caso de impedimento, porque (Lucio) es un ciudadano común. Pero, para mantener la objetividad de la investigación, he pedido que en cualquier caso que haya una consulta sobre el caso se dirija al Vicefiscal General.
Ele (Restrepo), na qualidade de servidor público, estava na obrigação de denunciar. Por que falhou a memória durante seis anos e só acordar agora desses fatos supostamente delitivos? Este não é um caso de impedimento, porque (Lucio) é um cidadão comum. Mas para manter a objetividade da investigação, já pedi que em qualquer caso haja uma consulta sobre o caso se dirija ao Vice-Procurador-Geral.

Viviane Morales, procuradora-geral da Colômbia.

A reação de ex-comissário logo não tardou se esperar, já que Restrepo replicou por meio de correspondência do anúncio de Morales, na qual denúncia o cônjuge desta, o ex-senador Carlos Antonio Lucio de realizar reuniões sem permissão do governo com vários chefes pára-militares. Ademais, classificou o anúncio da imputação como "uma vingança contra mim mesmo, uma clara perseguição política e um ataque de raiva".

Morales também incluíu na imputação de cargos (a ser realizada no próximo 20 de janeiro) aos coronéis do Exército, Hugo Hernán Castellanos Girón e Jaime Joaquín Ariza, assim como Hugo Alberto Rojas Yepes, Alejandro Salazar Pacheco e Raúl Agudelo Medina, mais conhecido como 'Olivo Saldaña'.

Controvérsia[editar]

O presidente Juan Manuel Santos celebrou a decisão da promotora Morales indicando de que está cumprindo seus deveres no cargo e ela declarou sua situação conjugal com Lucio determinando que "tenho que velar pela institucionalidade do país, ela tem o caráter de ser procuradora e até no momento não me ter desilusionado e não me arrependo de havê-la nomeado."

Por outro lado, o ex-presidente Uribe, em mensagem do seu site no Twitter diretamente de Montería (Córdoba) disse que era "inaceitável que o engano dos delinquentes se constitua um delito dos inocentes", colocando de alívio a inocência de Restrepo.

Fontes[editar]

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