Primeiro mapa genoma latino revelado

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Segmento de uma molécula de ADN, na qual armazena a informação genética nos cromosomos, que por vez constituem o genoma de um organismo. Nesta imagem representam só 12 pares de bases, mientras que o genoma humano consiste de mais de 3 milhões de pares de bases.

17 de maio de 2009

Cidade do México, México

O Dr. Gerardo Jimenez Sanchez, Diretor do Instituto Nacional de Medicina Genómica (Inmegen) no México, apresentou em Los Pinos o mapa genómico/genômico dos mexicanos, um trampolim para a medicina genómica/genômica na América Latina.

Outros projetos desta envergadura até agora só tinha coberto algumas das raças mais antigas do planeta, da África, Europa e Ásia, omitindo raças de latino-americana de mestiçagem recente.

Durante a cerimônia, o Dr. Jimenez Sanchez, que conduziu o projeto, deu simbolicamente ao Presidente Felipe Calderón uma versão impressa dos resultados. Calderon procedeu em seguida à publicação do mapa na internet, podendo-se a disposição da comunidade mundial de investigadores. O presidente declarou que essa investigação constitui um passo sentido da criação de medicamentos e medicina preditiva que são específicos para cada população e é particularmente útil para a América Latina por ser este mapa geneticamente mais próximos aos povos mestiços dos países que os mapas genómicas publicado até agora.

Entre outros resultados, este trabalho de cinco anos encontrou que, enquanto humanos compartem 99,9% de seu genoma, a população mexicana tem uma estrutura genética própria. Isso torna inviável a importação mapas genéticos de outros grupos e justifica este estudo.

Além disso, ocorreu comparações com os conjuntos de dados do projeto internacional HapMap (um mapa dos haplotipos do genoma humano, que são grupos das possíveis variações genéticas que pode apresentar um indivíduo), se encontrou que os mexicanos compartem 64% dos haplótipos com africanos ocidentais, 74% com os asiáticos orientais e 81% com os europeus setentrionais.

Também foi analisada a diversidade genética dentro do país por meio das amostras de seis estados geograficamente distantes. Este revelou que a ascedência dos habitantes pode variar de 36% ameríndio e 62% europeu no norte do estado de Sonora, até 70% ameríndio e 30% europeu no estado do sul de Guerrero, que está correlacionada com a densidade de população ameríndia ao longo da história do México. Este é o componente ameríndio é o que separa dos mestiços de outras raças.

Apesar de que se encontrou que a ascendência africana ocidental é de menos de 10%, está relativamente alta nos estados, por que entravam no país como escravos africanos durante a Colónia: Guerrero e Veracruz. Resultou também é interessante que, apesar de se acredita que a América foi povoada a partir da Ásia, a ascendência oriental se quantificou tão só em menos de 2%. Mas faltam realizar análises genéticas enforcadas as doenças comuns no México, como diabetes, a obesidade e o câncer de mama. Dr. Jimenez Sanchez antecipou que chegará o momento em que uma gota de saliva se pode saber se deve receitar ou não um medicamento.

“Estudos como estes estão ajudando a definir o futuro da era genômica”, disse o Dr. Jeffrey Trent, Presidente do Instituto de Investigação Genômica Translacional dos E.U. “Entendendo mais claramente como a variação genética joga um papel nas doenças, incluindo o risco a algumas infecções, ajudará a inclinar a balança a nosso favor em termos de compreensão e tratamento das doenças a nível personalizado”, acrescentou.

“Não é possível dizer hoje que a variação genética é responsável pelas mortes por influenza A H1N1, no México. No entanto, o conhecimento da variação genoma na população mexicana pode permitir a identificação de variações genéticas que conferem susceptibilidade a doenças comuns, incluindo infecções como a influenza”, disse o Dr. Jiménez Sánchez ao falar sobre a epidemia atual de gripe suína.

No entanto, a Dra. Lorena Orozco, chefa do Laboratorio de Investigación Genómica en Enfermedades Multifactoriales del Inmegen, revelou recentemente que um quinto da população mexicana tem genes do sistema imunológico que podem ocasionar uma reação imune exacerbada na presença de algumas doenças. De acordo com a Dra. Orozco, um dos estes genes provoca sintomas similares aos que haviam apresentado os pacientes que morreram por influenza/gripe A/H1N1, o que torna um bom candidato para explicar essas mortes.

Apesar de que foram coletadas amostras de sangue de dez estados diferentes estados e quatro populações ameríndias, os resultados publicados estão baseados nos dados de só seis estados e uma população ameríndia. A cerimônia de apresentação e a publicação em on-line do artigo de investigação na revista Proceedings of the National Academy of Sciences se dão poucos dias depois que o governo do México recebeu críticas pelo seu pouco investimento na ciência e pela consequente dependência dos outros países no início da atual crise de saúde.

Fontes

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