Presidente mexicano propõe novo bloco regional semelhante ao da União Europeia

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Andrés Manuel López

19 de setembro de 2021

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As nações da América Latina e do Caribe devem formar um bloco semelhante à União Europeia, propôs o presidente do México neste sábado na cúpula regional da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, CELAC, na qual alguns analistas interpretam como uma tentativa de aproveitar a influência diplomática da Organização dos Estados Americanos, com sede em Washington.

Durante a abertura do encontro que reúne quase 20 presidentes e primeiros-ministros do Hemisfério, o anfitrião, o presidente Andrés Manuel López Obrador, disse que o bloco poderia impulsionar melhor as economias da região.

“Nestes tempos, a CELAC pode se tornar o principal instrumento para consolidar as relações entre as nossas nações latino-americanas e caribenhas”, afirmou na cerimônia de abertura, promovendo a União Européia como um ideal a seguir.

Os líderes se reuniram a convite do presidente do México com o objetivo declarado de enfraquecer a Organização dos Estados Americanos, com sede em Washington, o órgão regional mais antigo do continente, que exclui Cuba.

Em seu discurso, o presidente boliviano, Luis Arce, pediu um acordo global para reduzir as dívidas dos países pobres, enquanto o cubano Miguel Díaz-Canel se pronunciou a favor do fim do embargo comercial dos Estados Unidos contra a ilha comunista.

O falecido presidente venezuelano, Hugo Chávez, ajudou a estabelecer a CELAC em 2011.

A cúpula em que o México busca fortalecer sua liderança regional é a VI versão das reuniões de Chefes de Estado e de Governo latino-americanos da CELAC, e começou neste sábado com a chegada surpresa do presidente venezuelano Nicolás Maduro e a ausência do presidente argentino, Alberto Fernández, e Jair Bolsonaro do Brasil.

Espera-se que a questão dos planos de combate à pandemia do coronavírus domine a agenda de debates da cúpula, embora não esteja descartado que será abordada a proposta que alguns países apresentaram para substituir ou reformar a Organização dos Estados Americanos (OEA). que sob a liderança de seu secretário Luis Almagro, tem mantido confrontos com alguns governos da região como Venezuela, Nicarágua e El Salvador. Todos eles foram escolhidos por se distanciarem dos preceitos democráticos.

O subsecretário mexicano para a América Latina e Caribe, Maximiliano Reyes, descartou que a reforma da OEA esteja em pauta, mas em declarações à Rádio W, garantiu na véspera que, se algum membro sugerir, México - em sua qualidade de presidente pro tempore do bloco - proporá a formação de um grupo de trabalho para “refletir” sobre o caso.

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