Pompeo apoia reação às denúncias de pagamentos russos ao Talibã

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17 de julho de 2020

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, apoiou a reação do governo aos relatos de que a inteligência militar russa supostamente recompensou militantes do Talibã no Afeganistão por matar soldados estadunidenses.

"Esta história, como foi contada, não reflete com precisão o que aconteceu", disse Pompeo, falando no New York Economic Club. "Acredito que o governo tenha respondido à situação de maneira completamente apropriada".

As alegações relatadas pela primeira vez pelo The New York Times foram rejeitadas pelo governo Donald Trump por não serem confirmadas. Autoridades de inteligência dos EUA disseram ao Congresso que o presidente não foi informado dessas alegações, pois os analistas da CIA as consideraram não confirmadas.

No entanto, Pompeo admitiu que, como em qualquer guerra, há riscos para as tropas estadunidenses no Afeganistão e que o governo está fazendo todo o possível para reduzi-las.

"As informações que recebemos foram enviadas às pessoas certas, para que nossos soldados, marinheiros e pilotos estejam seguros", disse o Secretário de Estado. "Eles foram notificados dos vários riscos que não apenas a Rússia, mas também outros representam".

A declaração de Pompeo veio depois que o Pentágono anunciou que os Estados Unidos deixaram cinco bases militares no Afeganistão e reduziram sua força militar no país como parte de um acordo com o Talibã no início deste ano.

"O número de forças americanas no Afeganistão permanece em cerca de oito mil e quinhentos e cinco das bases que costumavam ser ocupadas pelas forças americanas foram transferidas para nossos parceiros afegãos", disse o porta-voz do Pentágono, Jonathan Hoffman.

No final de fevereiro, os Estados Unidos e Talibã assinaram um acordo histórico contendo um cronograma de 14 meses para a retirada das tropas dos EUA, seus aliados e parceiros da coalizão.

Pompeo observou que a segurança das tropas depende da implementação deste acordo. "O presidente definiu claramente a meta que ele estabeleceu e continuamos a trabalhar para garantir que as negociações sejam iniciadas, para que possamos começar a reduzir os riscos para nossos jovens, homens e mulheres que estão hoje no Afeganistão", afirmou.

O secretário de Estado afirmou que discutiu a questão afegã com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, por telefone. “Ele negou que eles estavam envolvidos em tais atividades”, disse Pompeo.

"Deixamos claro para nossos colegas russos que precisamos dar as mãos para tornar o Afeganistão mais soberano, mais independente e pacífico", disse ele. "Acreditamos que isso atende aos interesses da Rússia, atende aos interesses da China, sabemos que isso atende aos interesses do povo afegão".

Fontes

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