Partidários do presidente do Iêmen pedem intervenção de países árabes

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25 de março de 2015

Iêmen

O partido do presidente do Iêmen, Abdrabhu Mansur Hadi, exigiu hoje (25) uma intervenção militar árabe urgente para impedir a tomada de Aden pelas forças rebeldes que têm pressionado a grande cidade do Sul, bastião do presidente e do governo reconhecidos pela comunidade internacional.

Os milicianos xiitas houthis, aliados dos militares que permaneceram fiéis ao ex-presidente Ali Abdallah Saleh, estavam hoje a cerca de 30 quilômetros de Aden, alvo da ofensiva desencadeada a partir da capital Sanaa, que controlam desde setembro. As milícias reivindicaram a captura do ministro da Defesa, general Mahmud el-Soubaihi, na cidade de Huta, capital da província de Lahej, vizinha de Aden. Segundoo porta-voz do houthis, Mohamed Abdessalam, o general foi conduzido para Sanaa.

As forças rebeldes xiitas tinham assumido o controle da grande base aérea de Al-Anad, abandonada na semana passada pelos militares norte-americanos. Diante dessa ameaça, o presidente Hadi foi retirado do seu palácio para um local seguro em Aden, disse um representante da Presidência.

O ministro interino dos Negócios Estrangeiros, Ryad Yassine, também desmentiu que o chefe de Estado tenha deixado o Iêmen, ao contrário do que foi afirmado por um membro da sua guarda pessoal. O governante havia manifestado intenção de pedir uma intervenção militar urgente durante a cúpula anual da Liga Árabe, prevista para sábado (28) em Charm el-Cheikh, no Egito.

Na terça-feira (24), o presidente Hadi tinha apelado ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para adotar uma resolução vinculativa para travar o avanço dos houthis e convidou todos os países que o desejam a fornecerem, por todos os meios, um apoio imediato à autoridade legítima, para proteger o Iêmen.

Assim, Hadi confirmou ter solicitado às monarquias sunitas do Golfo uma intervenção militar contra os houthis, próximos do Irã. A Arábia Saudita reuniu o Conselho de Assuntos Políticos e de Segurança, que, segundo a agência oficial SPA, examinou a situação na região. No domingo (22), o ministro da Defesa saudita, príncipe Mohamed Ben Salmane Ben Abdel Aziz, fez uma vista de inspeção às Forças Armadas em Jizane, perto da fronteira com o Iêmen, onde, segundo a SPA, inteiro-se das condições das instalações militares.

Fontes[editar]

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