Medidas de austeridade causam greve geral em Bruxelas

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8 de dezembro de 2014

Bélgica

A Bélgica enfrenta hoje (8) novo dia de greve que afetará as regiões de Bruxelas e Brabante Valão, como forma de protesto contra as novas medidas de austeridade anunciadas pelo governo. O novo Executivo de centro-direita, formado há dois meses, deverá enfrentar mais ações integradas, em uma série de greves regionais que serão feitas até o dia 15 de dezembro, quando ocorre paralisação geral. Está previsto um dia de "caos" nas estradas em torno da capital, já que nenhum comboio deverá chegar a Bruxelas. Estão previstos cortes e barricadas em pontos-chave de acesso, segundo o diário Le Soir.

O tráfego na capital deve ficar caótico, já que não circula o metrô, nem os elétricos e os transportes coletivos. Como medida de prevenção, cerca de 30% dos voos previstos para hoje, a partir do Aeroporto Nacional de Bruxelas, foram cancelados. O acesso às escolas primárias e secundárias foi bloqueado, e os hospitais cancelaram as consultas, funcionando como no domingo, ou seja, apenas com serviço de urgência.

As grandes áreas comerciais e as sucursais bancárias estão fechadass, até porque a população não conseguirá chegar ao local de trabalho. O setor industrial também será afetado, com greves convocadas pelas concessionárias de automóvel e pelo Porto de Bruxelas. Os trabalhadores das cadeias de televisão nacionais RTBF e VRT votaram a favor da greve geral, e as emissões habituais serão substituídas por outros programas.

A província de Brabante Valão será afetada de maneira semelhante, e apesar de as estações não serem bloqueadas, nenhum comboio vai partir em direção a Bruxelas. Os sindicatos, que convocaram as greves, opõem-se ao aumento da idade da reforma, às alterações ao regime das pensões e à suspensão da indexação salarial anual, incluídas no pacto governamental.

Fontes[editar]

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