Manifestantes protestam em Barcelona contra a prisão de políticos catalães na Espanha

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18 de outubro de 2019

Multidões marcharam pelo centro de Barcelona em protesto contra a decisão de libertar dois políticos catalães sob fiança. Os manifestantes, alguns vestidos como piratas bêbados, desafiaram a polícia e cantaram canções enquanto a marcha continuava. A preparação para o referendo da independência e os protestos de 17 de outubro contra as prisões foram particularmente intensos na região de Barcelona e Castela.

Cerca de dez mil apoiadores de políticos catalães presos se reuniram em Barcelona, ​​segundo relatos da mídia. Apesar disso, números de manifestantes variam de 500 mil a 1 milhão de pessoas que participaram de centenas de manifestações não só em Barcelona, como também outros pontos de Catalunha no domingo, informou a polícia. Velas, rosas e flores frescas foram acesas ao longo da rota do desfile e foi ouvido um discurso da líder da oposição catalã Rosa Lluis Puigdemont.

No minuto seguinte, nossos líderes estão falando e prometendo coisas que não acontecerão ao nosso povo.

Rosa Lluis Puigdemont

Na praça central, o ex-presidente catalão Carles Puigdemont disse a apoiadores na praça central:

É necessário que os espanhóis que se sentem presos e beneficiários da liberdade... defendam seus direitos.

Carles Puigdemont

A polícia em Barcelona disse que 3.214 polícias, dos quais 1.439 à paisana e 719 reservas policiais, foram mobilizadas nos comícios, enquanto 1.800 entraram em serviço. No total, a presença da polícia era cerca de 60% do normal. A polícia de Barcelona disse que cerca de 500 mil participaram dos comícios, incluindo jovens e idosos, famílias jovens e estrelas do esporte.

O porta-voz da prefeitura de Barcelona, Domingo Bustamante, disse à Reuters que confrontos violentos entre manifestantes e policiais ocorreram nos últimos seis dias. "O clima é muito favorável em Barcelona e todo mundo está se divertindo", disse Bustamante. Seus oponentes políticos disseram que voltarão às urnas para decidir sobre o que o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, chama de "fiasco" que causou violência desnecessária na Catalunha.

Negociações

Os partidos eurocéticos da Espanha exigiram mudanças que levariam os catalães a pagar impostos sobre transferências em dinheiro.

Os ministros do governo em Madri insistiram que o processo legal formal havia sido esgotado. Um ponto chave de discórdia foi que a permissão para o referendo foi concedida àqueles que exercem o direito à autodeterminação.

Nações da Europa e dos EUA instaram o governo a retirar sua decisão. A Comissão Européia disse que seus membros ainda tomariam uma decisão sobre a resolução, que pode incluir atrasos na aprovação pelo Parlamento Europeu. “Há muitas maneiras de debater esta resolução no Parlamento Europeu, mas elas precisam chegar a um consenso o mais rápido possível. O trabalho do executivo da UE é realizar mudanças”, disse a porta-voz da Comissão Européia, Alicia Canter, em Bruxelas.

Histórico

Carles Puigdemont foi preso em outubro por acusações de sedição, rebelião e uso indevido de fundos públicos. O primeiro dos quatro políticos catalães acusados, Oriol Junqueras, foi libertado no início deste mês sob a condição de um juiz que ele comparecesse para interrogatório em 17 de outubro.

Junqueras, que havia sido detido durante a preparação da votação, foi acusado na quarta-feira de desobediência e fraude secessionista. Ele negou as acusações. A eleição e a decisão de Rajoy de anunciar o referendo por telefone, e não por votação parlamentar, provocaram as maiores manifestações na Catalunha desde que o Tribunal Constitucional anulou uma votação local em 2001, o que provocou a ruptura da região com a Espanha.

Fontes

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