Irã recusa ajuda dos Estados Unidos no combate ao COVID-19

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22 de março de 2020

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, anunciou hoje por transmissão pública em Teerã que não aceitaria ajuda dos Estados Unidos para controlar a propagação do coronavírus dentro das fronteiras do seu país, alegando de que o vírus SARS-CoV-2 foi fabricado nos Estados Unidos para prejudicar os iranianos.

"Eu não sei o quão real é essa acusação, mas quando ela existe, quem em sã consciência confiaria em você para lhes trazer remédios?", Khamenei disse ao público. "Possivelmente o seu remédio é uma maneira de espalhar mais o vírus".

No mesmo dia, o primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, pediu aos Estados Unidos, via Twitter, que suspendessem as sanções econômicas que impedem o Irã de vender petróleo no mercado internacional: "Quero apelar ao presidente Trump por motivos humanitários, para suspender as sanções contra o Irã até que a pandemia do COVID-19 termine[.] O povo do Irã está enfrentando um sofrimento incalculável, pois as sanções estão prejudicando os esforços do Irã de combater o COVID-19".

Uma autoridade chinesa, Lijian Zhao, também fez acusações via Twitter: "pode ​​ser o exército dos EUA que levou a epidemia a Wuhan. Seja transparente! Torne público seus dados! Os EUA nos devem uma explicação!".

O Al Jazeera observa que não há evidências científicas para tal acusação, chamando-a de teoria da conspiração. Na semana passada, um artigo na Nature descreveu como "improvável" a ideia de que o vírus SARS-CoV-2 foi produzido em qualquer laboratório humano.

Os Estados Unidos e o Irã não mantêm relações diplomáticas oficiais desde 1980. Uma oferta anterior de ajuda, recusada no início deste mês, foi enviada pelos canais suíços. Hoje é o primeiro dia do ano novo persa. Até domingo, o governo iraniano registrou mais de 21.600 casos confirmados de COVID-19 e 1.685 mortes.

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