Integrante da Comissão Européia de Justiça diz que negar Holocausto é crime em vários países europeus

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28 de fevereiro de 2009

Bruxelas, Bélgica

Jacques Barrot, que preside a Comissão Européia (CE) de Justiça, disse ao término do Conselho de ministros realizado ontem em Bruxelas, Bélgica, que negar o Holocausto é crime em vários países da União Européia (UE) e que isso deveria ser levado em conta pelo bispo britânico Richard Williamson.


Isso é um crime na maior parte dos Estados-membros da UE. As jurisdições nacionais são competentes para condená-lo.
Jacques Barrot


Barrot disse que se Williamson repetisse essas declarações na França, por exemplo, teria de enfrentar as consequências, já que a legislação nacional condena a negação do Holocausto.

As declarações Jacques Barrot coincidem com a polêmica declaração do bispo, em que negou na televisão pública sueca SVT, que as câmaras de gás nazistas tivessem sido usadas para exterminarem os judeus e que no Holocausto não morreram seis milhões de pessoas, mas entre 300 mil e 400 mil. Williamson chegou na quinta-feira em Londres, após ser expulso da Argentina por causa de polêmicas declarações sobre este genocídio e ter registro de permanência no país irregular.

Além da França, Alemanha e Áustria a simples negação é considerada um crime, mais dura do que a legislação francesa.

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