Incêndios em Portugal: há áreas que já arderam 14 vezes em 3 décadas

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20 de setembro de 2010

Portugal

Um estudo efectuado pelo Instituto Superior de Agronomia revelou que existem áreas em Portugal que arderam mais de 14 vezes entre 1975 e 2008. O estudo revela ainda uma relação entre os incêndios florestais e a actividade pastorícia, com especial incidência em zonas como Castro Daire/Marco de Canaveses ou Mangualde/Gouveia. Para os investigadores, em condições normais uma área está novamente apta para arder aos fim de cinco anos depois de ter sido consumida pelas chamas, onde isso aconteceu mais vezes existe uma forte possibilidade de tal ter acontecido devido a queimadas para renovação das pastagens. Esses elementos foram usados para criticar a recente decisão do governo de pagar alimentação ao gado que perdeu o seu pasto nos incêndios, afirmando que "É um incentivo para que continuem as queimadas". Já o governo responde que "Não vamos deixar morrer os animais".

O uso do fogo para renovar as pastagens usadas pelo gado é ancestral, pois é fácil e barato. Esta relação entre esta prática e os incêndios florestais têm sido intensa ao longo dos últimos anos, e apresenta-se como questão sensível, pois a pastorícia é um elemento importante para a economia, e pode ser igualmente um elemento importante na prevenção de incêndios florestais, se bem aplicada e apoiada.

"Os pastores produzem riqueza e devem ser acarinhados. Muitas vezes o problema está em não terem acesso à terra, o que os obriga a fazerem pastoreio de percurso, renovando, através do fogo, as pastagens de que necessitam", diz o investigador Carlos Aguiar, alertando para a quantidade de terras devolutas existentes.

Fontes

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