Governo colombiano questiona corrida armamentista venezuelana

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Localização da Colômbia.

28 de abril de 2005

Colômbia

O Ministro de Defesa colombiano, Jorge Alberto Uribe, manifestou sua preocupação pela recente compra realizada pelo governo venezuelano de armas oriundas da Rússia e da Espanha, num documento que responde a um questionário enviado pelo Senado de seu país, cuja plenária debateu nesta última terça-feira a respeito do assunto.

Para Uribe "é um fato inegável que o reequipamento militar venezuelano aprofunda o desbalanceamento militar na região andina (...). No momento não existe uma clara justificativa para a aquisição de certos tipos de armas de alcance estratégico, numa região que liderou a limitação nos gastos militares".

Por sua vez, o senador do partido conservador, Hernán Andrade, declarou que "com a compra desse equipamento militar há um desequilíbrio militar evidente que torna vulneráveis todos os acordos internacionais. (...) [Chávez] está a romper compromissos internacionais, em matéria armamentista".

A Venezuela comprou 100 mil espingardas AK-47 e 40 helicópteros da Rússia, mais 12 aviões e 11 navios da Espanha, estes últimos para "a patrulha da zona costeira venezuelana e contra o tráfico de drogas", segundo o presidente venezuelano.

Durante o debate, que continua nesta quarta-feira, participará também a chanceler colombiana Carolina Barco, a quem provavelmente se perguntará se existe colaboração judicial entre ambos países depois do "Incidente Granda", fato que tornou rarefeita as relações entre Colômbia e Venezuela no começo do presente ano e que finalizou com um encontro entre os presidentes Uribe e Chávez, em 15 de fevereiro.

Fontes