Governo brasileiro assume controle total da Comissão Parlamentar de Investigação dos Correios

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16 de junho de 2005

Brasil — O governo assumiu o controle total da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o escândalo da estatal Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. O partido do governo, Partido dos Trabalhadores (PT), conseguiu indicar os nomes para os cargos de vice-presidência e relatoria da CPI, além de ter conseguido eleger o presidente da comissão.

A presidência da CPI ficou para o senador Delcidio Amaral (PT-MS), do partido do governo. O cargo de vice-presidente ficou para o senador Maguito Vilela (PMDB-GO), que é uma preferência pessoal do governo. O relator foi escolhido também pelo PT e é o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). Tanto os dois senadores, quanto o deputado, não foram não foram favoráveis à criação da CPI, na época em que se discutia a sua criação.

O senador Delcidio foi escolhido através de votação entre os membros da comissão. Ele derrotou por 17 votos a 15 o outro candidato, senador César Borges (PFL-BA), da oposição.

Em entrevista para Roberto Nonato, do Jornal da CBN, dia 31 de maio de 2005, às 17:35, o senador Delcidio disse: "O presidente Lula tem feito demonstrações claras de que é um homem de bem. Nossa preocupação era transformar a CPI num palco eleitoral, e o objeto, em não ficando muito bem definido, se alastrar pra uma investigação em todas as estatais." Loudspeaker.png áudio (CBN)

O resultado da eleição do presidente da CPI foi duramente criticado pela oposição. Segundo o senador José Jorge (PFL-PE) o governo quer controlar a CPI para que ela "dê errado" e nem todos os fatos sejam apurados. Loudspeaker.png áudio (Agência Senado)

O líder do governo no Senado, Aloízio Mercadante disse que o argumento de barrar as investigações não é válido. Para ele a CPI funciona segundo a consistência dos fatos e que será transparente e imparcial. O presidente eleito para a CPI, o senador Delcidio Amaral, negou que a CPI é "chapa branca" e afirmou que ela será imparcial. Ele disse: O presidente Lula disse que era fundamental para o governo que tudo viesse a ser apurado com o maior rigor, e esse é o nosso propósito. Eu vou procurar fazer as coisas de maneira equilibrada, tranqüila, serena.

O relator da CPI, o deputado Osmar Serraglio também prometeu imparcialidade. Ele disse: Eu não tenho receio de enfrentar o trabalho, sou advogado, e não tenho dificuldades em conduzir. Como eu quero conduzir com imparcialidade, eu não vou manifestar preferências em relação a quaisquer atos que não tenham sido antes submetidos ao colegiado.

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