Escândalo nas Nações Unidas ameaça Kofi Annan

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21 de junho de 2005

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan continua no foco das atenções enquanto são feitas investigações do escândalo do programa Petróleo-por-comida. Há sérios indícios de que o Programa Petróleo-por-comida das Nações Unidas foi usado de forma irregular para desviar recursos para algumas empresas e para o ex-ditador do Iraque, Saddam Hussein.

O secretário-geral negou várias vezes que não influenciou na escolha de contratos lucrativos para empresas que participaram do Programa Petróleo-por-comida.

Uma comissão independente, liderada por Paul Volcker, está a investigar as denúncias contra a ONU. Um relatório emitido pela comissão de investigação em março criticou a forma como Kofi Annan gerenciou os 65 bilhões de dólares do programa Petróleo-por-comida. Contudo, o relatório disse que não havia provas suficientes para afirmar a denúncia de que o secretário-geral influenciou na escolha de contratos milionários para a companhia suíca Cotecna, para qual trabalhava seu filho Kojo Annan.

Durante o Programa Petróleo-por-comida, a Cotecna inspecionava embarques de carga que entravam no Iraque. A empresa tem cerca de 4 mil funcionários em 100 países. A Cotecna e Kofi Annan disseram que Kojo não teve nenhum envolvimento com o programa sob suspeita da ONU.

A descoberta de um email pela comissão por esses dias fez com que ela anunciasse que iria rever a sua opinião sobre as declarações feitas pelo secretário-geral, e sua participação na escolha de contratos.

O email sugere que Kofi Annan sabia bem mais acerca do contrato com a Cotecna, do que aquilo que ele havia admitido para a comissão de investigação. No email um amigo da família de Annan, chamado Michael Wilson, e um funcionário da Cotecna dizem que conversaram com Annan em Paris alguns dias antes de a Cotecna vencer o contrato de um ano no valor de 10 milhões de dólares. No email estava também escrito de que eles tinham o apoio do secretário-geral.

Wilson e a Cotecna negam que tenham falado com o secretário-geral, antes de terem vencido legalmente o contrato.

O secretário-geral Kofi Annan tem rejeitado pedidos para que renuncie e em resposta pede para que possa prosseguir com sua agenda de reformas para as Nações Unidas.

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Fontes