Em Lima, brasileira vai em busca de desafio maior que ganhar medalha

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29 de agosto de 2019

A paraciclista Gilce Côrtes, que possui apenas 5% da visão, explica qual a sensação de andar em estradas sinuosas com velocidade superior a 45 quilômetros por hora (km/h),: “É explosão total. Você nem sabe aonde está, só quero dar o máximo de mim”.

Gilce é uma das 12 atletas brasileiras que participam dos Jogos Parapan-Americanos, em Lima, no Peru. “Os médicos me aconselham a não tomar sol nos olhos e não passar por situações de estresse. O ciclismo me traz adrenalina boa. É isso que preciso”, diz ela.

“Ela é degenerativa e genética. Vou perdendo, a cada dia, um pouco da visão e da audição. Ela só vai parar quando eu estiver totalmente surda e cega”.

Casamento

“O ciclismo chegou por acaso. Eu nunca tinha praticado nenhuma modalidade. A deficiência veio para mostrar que se pode ir muito além”. Em um ano e meio no esporte, ela está indo bem longe. Já ganhou medalha de prata na prova de resistência, no Circuito Pan-Americano em 2018, e de bronze na prova de resistência de estrada do mesmo torneio, nesse ano. O convite para pedalar partiu da personal trainer Lorena de Oliveira. “Nos treinos a gente ficou muito amiga, eu tive vontade de voltar a pedalar e ela topou a ideia. Estamos nessa e está sendo demais”.

Disputas em duplas

As bicicletas variam conforme a pista. A guia Lorena explica as diferenças: “Aqui no velódromo, a bike não tem freio nem marchas. Ela é bem mais clean e mais leve. Na estrada, o equipamento já é bem mais pesado. Como as provas são mais longas, a bike precisa ser mais resistente”.

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