EUA e Itália empatam em jogo de três cartões vermelhos

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17 de junho de 2006

No jogo mais violento até agora da Copa do Mundo de 2006, EUA e a equipe da Itália empataram em 1 a 1 pela segunda rodada do Grupo E, em Kaiserslautern, às 21:00 locais (UTC-2). O árbitro uruguaio Jorge Larrionda distribui 4 cartões amarelos e 3 vermelhos, sendo um para os italianos e dois para os estado-unidenses. Foi um jogo marcado também pelo bom e inesperado resultado dos Estados Unidos que seguraram o empate e atacaram sem medo, somando o primeiro ponto do Mundial (antes haviam perdido para a República Tcheca por 3 a 0). Os italianos tem 4 pontos e estão na primeira posição, após derrotarem Gana por 2 a 0. No outro jogo do grupo, Gana "zebrou" e venceu os tchecos por 2 a 0, amplaindo a possibilidade de classificação para todas as equipes do grupo.

O jogo

Os Estados Unidos fizeram uma partida melhor do que contra os tchecos, provando que seu futebol evolui a cada Copa. A diferença entre os dois jogos e que em ambos os EUA tiveram mais posse de bola, mas no anterior pouco chegavam com perigo à área. A Itália joga seu conhecido ataque-defesa, mas quando chega, chega com perigo, como na falta cobrada por Pirlo que encontra o peixinho de Gilardino para abrir o placar, 1 a 0. Até ali os EUA dominavam o jogo, e quando se pensava que eles sentiriam o gol, em falta levantada na área por Donovan, Zaccardo marca gol contra. Logo depois De Rossi acerta uma cotovelada na cara de McBride, fazendo sangrar o rosto do atacante americano. Como recompensa, é expulso. 10 homens italianos dão vantagem aos EUA, que não aproveitam. Ainda no primeiro tempo, Mastroeni recebe um vermelho direto após acertar o tornozelo do adversário.

As equipes voltam para a segunda etapa igualadas, e apesar da Itália trazer mais perigo quando chega, os americanos continuam com a posse de bola e descem com frequência. O novo domínio dos EUA termina quando Pope recebe o segundo amarelo após carrinho e é expulso. A Itália ataca uma defesa americana fragilizada, mas quando os americanos recebem a bola, partem sem medo em direção ao gol, aproveitando a total subida italiana e pouco se importando com as roubadas de bola letais que recebem. A Itália é recompensada com bolas na trave e os EUA têm um gol anulado suspeitamente. Quando Beasley chuta de fora da área, a bola passa pelo impedido McBride que não a toca, mas obstrui a visão de Buffon, que leva o gol. O bandeira interpreta que McBride não deveria estar ali, e como estava impedido, invalida o lance. O jogo termina com ambas as equipes muito cansadas.

Agora os americanos partem para o jogo de vida ou morte no grupo, contra Gana. Se ganharem, devem torcer para que a Itália bata os tchecos, e dependendo do resultado os EUA se classificam em segundo pelo saldo de gols. Muita imprevisibilidade para o verdadeiro "grupo da morte" da Copa.

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Este artigo descreve um evento desportivo acompanhado ao vivo pelo colaborador. Eventos desportivos acompanhados pelos colaboradores não precisam de fontes especificadas.