Dólar cai e fecha abaixo a R$ 4 Reais no Brasil

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Agência Brasil

24 de setembro de 2015

Em um dia de forte volatilidade, em que chegou a superar R$ 4,20, a moeda norte-americana caiu e voltou a ficar abaixo de R$ 4. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) com queda de R$ 0,155 (3,73%), vendido a R$ 3,99.

Ontem, o dólar tinha encerrado o dia vendido a R$ 4,146. A moeda abriu a sessão de hoje em alta e chegou a atingir R$ 4,248 na máxima do dia, por volta das 10hs30min. Nas horas seguintes, porém, reverteu a tendência e passou a cair, até fechar abaixo de R$ 4. A divisa acumula alta de 10% em setembro e de 50,1% em 2015.

A cotação passou a cair depois que o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, informou que o banco pode vender dólares das reservas internacionais no mercado à vista, operação que não é feita desde fevereiro de 2009. Apesar da declaração, o BC não começou a se desfazer dos recursos das reservas internacionais, atualmente somam em US$ 370,6 bilhões.

A autoridade monetária renovou integralmente 9,4 mil contratos de swap cambial (operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro) que venceriam em outubro e leiloou 20 mil novos contratos com vencimento em 1º de setembro de 2016. Diferentemente dos últimos dias, o BC não vendeu dólares das reservas com compromisso de recompra, quando o dinheiro volta para o BC algumas semanas depois da venda.

As reservas internacionais funcionam como um instrumento de segurança para o país em caso de crise no mercado de câmbio. Normalmente, o BC evita vender diretamente recursos das reservas para não comprometer esse mecanismo de proteção, preferindo operações no mercado futuro, como os swaps cambiais, que transferem a demanda pela moeda norte-americana do presente para o futuro. Em caso de turbulência severa, no entanto, a autoridade monetária pode lançar mão das reservas cambiais.

Alta

Quando a Bovespa abriu às 9 horas da manhã, o dólar comercial para venda que havia fechado ontem aos R$ 4,146, com alta de R$ 0,092 (2,28%), até então o recorde da história em 21 anos desde a criação do Plano Real (1º de julho de 1994), continua a subir e bater recorde. Às 9hs29min, estava cotado a R$ 4,2134.

O dólar subiu mesmo com intervenções do BC no mercado de câmbio ontem, que fez leilões de venda de dólares das reservas internacionais com compromisso de recompra futura e de novos contratos de swap (operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro), que não era realizado desde abril deste ano. O BC vinha realizado apenas operação de rolagem (renovação) de swaps cambiais. Além de fazer os leilões, ontem, o BC anunciou um leilão de swap cambial para hoje.

Mesmo assim, o dólar continuou em forte alta e a moeda chegou a ser cotada a R$ 4,2479, às 10h29min, e às 12h09min, estava em R$ 4,2026.

Queda

A alta do dólar só foi interrompida com a coletiva de imprensa com o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, que não descartou a possibilidade de venda de dólares das reservas internacionais, no mercado à vista. Com isso, o dólar que estava aos R$ 4,2026, encerrou com queda de R$ 0,155 (3,73%), vendido a R$ 3,99, às 17 horas.

“Todos os instrumentos estão no raio de ação do Banco Central caso seja necessário”, disse Tombini, que participou, pela primeira vez, do início da coletiva de imprensa sobre o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje pelo BC. Ele destacou que a atuação do BC tem o objetivo de fazer com que o mercado de câmbio funcione e para diminuir as volatilidades (fortes oscilações).

O presidente do BC não descartou mudanças nos depósitos compulsórios, recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC. Ele disse que está monitorando as condições de liquidez (recursos disponíveis) na economia. Ao reduzir compulsórios, o BC libera mais recursos para circulação no mercado. “Temos todos os instrumentos à disposição no nosso raio de ação para tratar em período de maior estresse da economia brasileira”, disse.

Tombini também afirmou que a estratégia de política monetária é de manutenção da atual taxa básica de juros, a Selic, em 14,25%, “por período suficientemente prolongado”. Segundo Tombini, as elevações de juros no mercado, maiores nos últimos dias, “não devem ser entendidas como expectativa para a trajetória futura para a taxa Selic. Não servirá de guia para a condução da política monetária nos próximos meses”, enfatizou.

Tombini acrescentou que o BC trabalha em conjunto com o Tesouro Nacional para reduzir as fortes oscilações nos mercados financeiros, em momento de “maior estresse financeiro”.

Fontes

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