Covid-19: Queiroga acusa Doria de "fazer palanque" após vacinação da primeira criança

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15 de janeiro de 2022

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Doria, à esquerda, com Davi

"O político João Doria subestima a população. Está com as vacinas do Governo do Brasil e do povo brasileiro em mãos fazendo palanque. Acha que isso vai tirá-lo dos 3%. Desista! Seu marketing não vai mudar a face da sua gestão. Os paulistas merecem alguém melhor", escreveu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ontem à tarde em seu Twitter, após o governador de São Paulo organizar e aparecer em um evento para a vacinação simbólica da primeira criança brasileira com a vacina infantil da Pfizer contra a covid-19.

O primeiro pequeno a receber a vacina foi o indígena Xavante Davi Seremramiwe, de 8 anos. Ele tem um problema de saúde pré-existente que o obriga a caminhar com a ajuda de uma órtese. "Ver a criança indígena sendo vacinada, para nós, não é nem para ficar agradecendo. É um direito. A gente quer ser vacinado, diferentemente do presidente [Bolsonaro]", disse Chirley Pankara, codeputada estadual em São Paulo pelo PSOL, em texto divulgado pela Comissão Pró-Índio.

O presidente Jair Bolsonaro é publicamente contra a vacinação de crianças contra a covid-19, o que levou o Ministério da Saúde a realizar uma Consulta Pública e uma posterior Audiência. Derrotado na Audiência, já que a vacinação deste público conta com respaldo da OPAS-OMS, Anvisa, Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), AMB (Associação Médica Brasileira) e SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), entre outros, o Ministério autorizou a inclusão das crianças no Plano de Vacinação há cerca de 10 dias atrás.

João Doria não respondeu, tendo apenas feito um último post em seu Twitter ontem às 15 horas no qual escreveu: "que todas as crianças do Brasil possam ser imunizadas o quanto antes. Vacinas salvam!"

Vacinação não será obrigatória A vacinação das crianças de 5 a 11 anos de idade não será obrigatória no Brasil, ao menos por enquanto, e o Ministério recomendou que os pais ou responsáveis, que deverão acompanhar a criança durante a vacinação ou enviar um Termo de Consentimento, procurem orientação médica antes da decisão. No entanto, o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) já se manifestou contra a necessidade da prescrição médica e diversos governos estaduais, incluindo o de São Paulo, já anunciaram que não pedirão o documento.

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