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Covid-19: no Brasil, Audiência Pública ao vivo para discutir vacinação infantil é criticada

Fonte: Wikinotícias

4 de janeiro de 2022

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O Ministério da Saúde (MS) realizou hoje uma Audiência Pública ao vivo para discutir a inclusão de crianças de 5 a 11 anos na campanha de vacinação contra a covid-19. A Audiência foi transmitida no canal do MS no You Tube e teve a participação de, segundo a pasta, "18 especialistas e representantes de entidades e comissões".

No entanto, a imprensa reportou que algumas destas pessoas eram ligadas ao presidente Jair Bolsonaro, que é contra a vacinação. Segundo o G1, por exemplo, “indicados pela deputada federal bolsonarista Bia Kicis (PSL), vinculados à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, também foram à audiência - e defenderam a não vacinação das crianças usando informações distorcidas ou incorretas. O representante da comissão Roberto Zerballos, por exemplo, afirmou que a vacina ainda é ‘emergencial’ - mas isto não é verdade. A vacina da Pfizer, que foi a recomendada pela Anvisa para aplicação nas idades de 5 a 11 anos, recebeu aprovação definitiva - e não apenas emergencial - da agência em fevereiro do ano passado.” Já a CNN escreveu que “governo chama CCJ da Câmara para equilibrar posições em audiência pública” para “liderar as opiniões contrárias à vacinação infantil.”

O evento foi criticado por especialistas, tanto que nenhum representante da Anvisa participou, alegando que a Agência já havia dado seu parecer técnico, autorizando a imunização das crianças. Natalia Pasternak, microbiologista com doutorado em genética bacteriana pela Universidade de São Paulo e eleita uma das 100 mulheres mais influentes pela BBC, escreveu em seu Twitter: “ao chamar a consulta pública, [o governo] dá uma plataforma federal para quem se opõe a vacinas por questões comerciais ou ideológicas, gera confusão e se exime de tomar uma decisão urgente que o obrigaria a trabalhar: fazer acordos, comprar vacinas e organizar as campanhas.”

Já Flávio Dino (PSB), governador do Maranhão, chegou a ironizar a Audiência, escrevendo no Twitter que a "próxima 'audiência pública' que essa gente vai promover será para debater se a terra é plana ou redonda. E a outra vai ser para revogar a lei da gravidade. Além do tempo perdido, jogam dinheiro público pela janela para atender caprichos e desvarios".

Participantes

Entre alguns dos participantes estiveram Marcelo Queiroga, ministro da Saúde; Socorro Gross, representante da OPAS/OMS; Rosana Leite, Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid do MS; Roberto Zeballos e Roberta Lacerda Almeida, representantes da CCJ; Renato Kfouri, representante da Associação Médica Brasileira; Rosana Richtmann, representante da Sociedade Brasileira de Infectologia; Marco Aurélio Sáfadi, representante da Sociedade Brasileira de Pediatria; e Marjori Dulcine e Rodrigo Sini, representantes da Pfizer.

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Fontes