Conselheiro de Trump compara Xi Jinping a Stalin

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27 de junho de 2020

O conselheiro de segurança nacional do presidente Donald Trump, Robert O'Brien, comparou o presidente chinês Xi Jinping ao ditador soviético Josef Stalin em um discurso no qual ele disse que a China desempenha um papel negativo nos assuntos mundiais.

"O Partido Comunista Chinês é marxistaleninista", disse ele, falando com um grupo de líderes empresariais em Phoenix, Arizona. "Xi Jinping se vê como o sucessor de Josef Stalin", acrescentou. O'Brien acusou os dois partidos políticos dos Estados Unidos de subestimarem a "ameaça representada pela China por várias décadas" e de não verem que o governo chinês busca "redesignar o mundo" à sua imagem e semelhança.

Segundo o consultor, os políticos estadunidenses estavam errados quando acreditavam que, à medida que a China se desenvolvesse economicamente, acabaria se democratizando. Em vez disso, aconteceu o contrário, ele disse: a China está mais apegada à sua ideologia comunista. "Estávamos muito enganados, e esse erro de cálculo foi o maior fracasso da política externa americana desde os anos 30", disse.

Segundo ele, a China está tentando eliminar a mídia estrangeira, além de usar estações de rádio e o Twitter para espalhar "desinformação anti-americana". Antes, o governo atribuiu o status de "missões estrangeiras" a quatro meios de comunicação chineses nos Estados Unidos, o que poderia levar à saída de alguns de seus funcionários.

Segundo O'Brien, como parte de seus esforços de segurança cibernética, a China coleta dados pessoais de milhões de estadunidenses. Ele disse que o governo está tentando impedir que algumas empresas, incluindo a gigante tecnológica Huawei, que está associada ao aparato de inteligência e segurança do Partido Comunista Chinês, obtenham acesso a dados dos EUA. O consultor mencionou a compra do aplicativo de namoro gay Grindr em 2016 — o Comitê de Investimento Estrangeiro dos EUA havia anteriormente considerado uma ameaça à segurança nacional, frustrando os planos de abertura de capital e forçando os chineses a procurar um novo comprador.

"Os dias de passividade e ingenuidade dos Estados Unidos em relação à República Popular da China estão contados", "sob a liderança do presidente Trump, os EUA finalmente perceberam a ameaça representada pelas ações do Partido Comunista Chinês", acrescentou.

Espera-se que altos funcionários do governo Trump proferem discursos sobre a China nas próximas semanas, e o discurso do consultor foi o primeiro deles. O secretário de Estado Mike Pompeo, o procurador-geral William Barr e o diretor do FBI, Christopher Wray, também abordarão esse tópico.

O consultor chamou a COVID-19 de "vírus Wuhan" várias vezes e condenou os "campos de reeducação" para os uigures. O discurso de O'Brien foi feito no Arizona, onde, segundo pesquisas, Trump está perdendo para seu rival na próxima eleição presidencial, Joe Biden — os republicanos estão tentando apresentá-lo como "suave" demais para com a China.

O livro do antecessor de O'Brien, John Bolton, diz que Trump, em conversa com Xi, aprovou a construção de "campos uigures" e pediu ao líder chinês que o ajudasse em sua reeleição. Trump chamou as acusações de seu ex-conselheiro de mentira.

Fontes

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