Comoção na Venezuela após o assassinato do menor Dayan González

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Dayan González.
Imagem: MusicologoVzla (Wikimedia Commons).

7 de dezembro de 2011

Guanare, Portuguesa, Venezuela — Na quinta-feira, 1º de dezembro, foi assassinado com a idade de cinco anos, a criança Dayan Gonzalez, na cidade de Guanare, do Estado Portuguesa de Venezuela. Segundo meios de imprensa, entre os “provavelmente envolvidos” figuram Valentina Oropeza, Anney del Carmen Montilla Oropeza, Doris Coromoto Oropeza de Akel, Yuve Quedan Hernández Medina e sua mãe Yelinot González, esta última por negligência.

Era de conhecimento extra-oficialmente que os vinculados estavam sob os efeitos de substâncias psicotrópicas em um rito de Santeria. O menino morreu em um centro assistencial, localizado na Avenida 23 de Enero em Guanare, produto de várias hematomas, causado pelos maus-tratos que recebeu de seus agressores, logo levado alegando que este havia caído de uma moto. Diante disso, os médicos notificaram às autoridades deste fato, início-se assim a investigação.

Este evento causou grande revolta na população guanarenha, que protestaram dias depois em várias partes da cidade, entre eles os estudantes da UNELLEZ, que alegam "cumplicidade" por parte dos agentes de segurança, chegando ao ponto de um toque de recolher que se iniciou na segunda-feira 5 de dezembro, até a próxima terça-feira, onde saquearam e destruíram vários pertences dos envolvidos. Além disso, o evento do assassinato se deu início pelas redes sociais, onde se iniciaram vários debates, condenando tal ação.

O Governador Wilmar Castro Soteldo suspendeu as aulas e militarizou a cidade, enquanto passava a situação de emergência.

Acusação[editar]

O Ministério Público realizou um aliamento coordenado e efetuado por oficiais do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais[nota 1] na propriedade da moradora de Valentina Oropeza, localizada na urbanização de Jose Antonio Paéz, setor Los Próceres, Guanare. Nesta dita casa se encontraram vários elementos de interesse criminalístico, entre eles, placas, receitas médicas, medicamentos e uma camisa do pequeno com restos hematológicos.

Anney Montilla, que era a encarregada de cuidar da criança com Valentina Oropeza, pois sua mãe Gelliknet Gonzalez vivia no Porlamar, Estado de Nueva Esparta, foram apreendidas no dia da ocorrência na clínica onde morreu a vítima. Enquanto que Doris Oropeza, Hernández e González, que chegou à Portuguesa no dia seguinte do fato, foram detidos em 2 de dezembro em virtude da ordem de detenção solicitada em sua contra pelo Ministério Público e aprovado pelo Tribunal 1º de Control de Guanare.

Em audiência pela detenção, o promotor[nota 2] venezuelano do 6º primeiro circuito desta jurisdição, Apolonio Cordero, acusou os réus.

Notas[editar]

  1. Em espanhol, Cuerpo de Investigaciones, Científicas, Penales y Criminalísticas (CICPC).
  2. O cargo de promotor em língua portuguesa é equivalente ao fiscal em língua espanhola.

Fontes[editar]

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