COVID-19: cresce preocupação com saúde mental durante a quarentena

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17 de maio de 2020

Portal Saúde
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Foto meramente ilustrativa

Durante a quarentena decretada em milhares de cidades em todo planeta devido à pandemia de COVID-19, "ficar em casa" acabou se tornando um problema para milhões de pessoas, o que fez a OMS emitir, hoje, uma série de dicas em seu Twitter sobre a importância de manter a saúde mental. A série chamada "Saudável Em Casa" (#HealthyAtHome) traz mensagens como: "se você está em casa por causa do coronavírus, é importante estar ativo tanto quanto possível. A OMS recomenda a todo adulto saudável 30 minutos de atividade física diária e crianças deveriam estar fisicamente ativas por uma hora ao dia".

A preocupação principal da organização é com pessoas mais idosas ou que vivem sozinhas. "Preste atenção em seus próprios sentimentos e necessidades", alertava uma das postagens. Entre as dicas da OMS estão:

  • estar conectado com outras pessoas, por telefone ou internet;
  • manter uma rotina;
  • dormir bem;
  • manter uma alimentação saudável;
  • praticar atividades prazerosas como dançar e ler;
  • envolver as crianças nas atividades.

As dicas podem ser acessadas aqui: Healthy At Home

Problema atinge pessoas em diversas situações

Desde que a pandemia se intensificou, diversos navios tiveram que ficar ancorados em portos do mundo todo, sem poderem circular, para evitar a propagação do coronavírus. Isto afetou milhares de funcionários, que estão a bordo de cruzeiros sem poder voltar para casa ou desembarcar. Segundo a Bloomberg, só nos Estados Unidos existem 90 mil pessoas nesta situação. Lauren Carrick é uma destas funcionárias, da equipe do Infinity da Celebrity Cruises, e falou para a publicação: "choro o dia todo e preciso de bebidas alcoólicas para poder dormir".

A Bloomberg também relata mortes, por prováveis suicídios, em alguns navios.

ONU tem preocupação especial com refugiados

"Estamos recebendo relatos de problemas e necessidades crescentes de saúde mental entre os migrantes. Medo de infecção, medidas de confinamento e isolamento, estigma, discriminação, perda de meios de subsistência e incerteza sobre o futuro são todos fatores que contribuem", alertou a ACNUR, a agência da ONU para refugiados, dias atrás em seu website, preocupada com a diminuição dos serviços de Psiquiatria e Psicologia oferecidos aos migrantes durante o confinamento. "Seu acesso a cuidados de saúde mental de qualidade já era muito limitado, mesmo antes da pandemia" e agora diversos serviços foram cancelados, enfatizou a agência.

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