COVID-19: China não tem novos casos pela primeira vez

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23 de maio de 2020

Agência VOA

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A China, país onde o pandemia do coronavírus começou, não reportou novas infecções neste sábado. É a primeira vez que isto acontece desde que o país relatou os primeiros casos em janeiro. A Comissão Nacional de Saúde da China disse neste sábado que o número de novos casos caiu de quatro para zero de quinta para sexta-feira, e atualizou a cifra oficial de mortos em mais de 4.600 e os casos confirmados em quase 83.000.

Restrições rigorosas de viagens ajudaram a China a conter o surto em diversas áreas do país, que viram um declínio significativo na transmissão comunitária desde março.

Há mais de 5.2 milhões de infecções por COVID-19 em todo o mundo e quase 339.000 mortes, segundo a JHU.

A pandemia mantém os países lutando para manter as pessoas seguras enquanto simultaneamente reabrem suas economias, interrompendo as celebrações coletivas dos muçulmanos no mundo todo, que observam o final do Ramadã, e o feriado do Memorial Day nos EUA, quando milhões de pessoas tradicionalmente vão às praias e visitam parques.

Os EUA continuam a ser o epicentro das contaminações, com 1,6 milhão de casos, aproximadamente um terço de todos os casos no mundo.

Apesar das estatísticas sombrias da COVID-19 nos EUA, o presidente Donald Trump deixou claro que deseja que os governadores estaduais façam mais para aliviar as restrições impostas devido ao vírus. Ele pediu aos governadores na sexta-feira (22) que permitam a abertura de locais de cultos religiosos neste fim de semana. Trump disse a repórteres na Casa Branca que se os governadores não permitirem a retomada dos serviços religiosos, ele os "substituirá". Ele não especificou como faria isso. "Na América, precisamos de mais oração, não menos", disse Trump.

A Rússia vem em segundo lugar com quase 336.000 infecções, seguida de perto pelo Brasil, com quase 331.000 casos. "De certa forma, a América do Sul se tornou o novo epicentro da doença", disse Michael Ryan, diretor do programa de emergência da OMS. "O mais afetado é claramente o Brasil neste momento", acrescentou.

Brasil e México registraram números recordes de casos e fatalidades quase todos os dias desta semana, reforçando as críticas de que seus presidentes falharam ao não impor medidas mais rigorosas de lockdown. No entanto, no Chile, Equador e Peru, que adotaram medidas de contenção agressivas mais precocemente, as infecções também continuaram a subir, superlotando as unidades de terapia intensiva nesses países.

A Índia registrou outro recorde no sábado, superando os 6.000 pelo segundo dia consecutivo, após facilitar as medidas de lockdown impostas dois meses atrás. Estados da Índia com relativamente poucos casos, tiveram aumentos nos últimos dias, quando trabalhadores migrantes e outros cidadãos voltaram para casa em trens especiais.

A Turquia pôs em prática suas medidas de contenção mais duras hoje, devido ao feriado de Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã.

Rebeldes houthis no Iêmen incentivaram os seguidores a usar máscaras e permanecer em casa, enquanto as autoridades tentam limitar as infecções durante um período tradicionalmente marcado por dias de festa e orações comunitárias.

Nos EUA, pelo menos 161 crianças em Nova Iorque foram afetadas por "uma síndrome misteriosa ligada ao coronavírus", informou o New York Times na sexta-feira. Nova Iorque, o epicentro da pandemia de COVID-19 nos EUA, também parece ser o local onde as crianças mais apresentam a "doença misteriosa".

Ao menos três crianças de Nova Iorque morreram da chamada "síndrome inflamatória multissistêmica" e os jornais relatam que um laboratório público está realizando "testes intensivos" a partir de amostras de tecido de uma das crianças mortas. Médicos e cientistas do Estado de Nova Iorque também estão conduzindo investigações.

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Fontes

China Reports No New COVID-19 Cases for First Time, VOA, 23 de maio de 2020.


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