COVID-19: Argentina terá testes de vacina da Pfizer

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18 de julho de 2020

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A Argentina será o único país da América Latina a participar dos testes para a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida em conjunto pelos laboratórios Pfizer, com sede nos Estados Unidos, e o alemão BioNTech. Esta é uma das 23 possíveis vacinas em fase clínica atualmente, registradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em sua conta no Twitter, o presidente Alberto Fernández comemorou o anúncio: "É um grande desafio e um enorme orgulho para todos". Já o Ministro da Saúde da Nação, Ginés González García, ressaltou a vantagem de participar do ensaio clínico de uma vacina: "Podemos ter prioridade na provisão das vacinas e receber transferência tecnológica para fabricá-la".

A notícia, inesperada, foi difundida com entusiasmo pelos meios argentinos na última semana. Contudo, ainda não há maiores informações sobre as condições dos testes e acordos realizados com a Argentina. A questão é apontada pela economista e pesquisadora de assuntos relacionados a vacinas Dora Corvalán, do Instituto de Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (IESCyT, em espanhol). "Não sabemos bem por que aqui, e por que essa vacina", pontua. "A envergadura da problemática que temos acelera a busca pela vacina e põe o tema em voga, mas ainda não temos muitas respostas. O que me inquieta é pensar que compromissos se assumem com essas empresas", diz a especialista.

CoronARdx, uma das principais possíveis vacinas

O teste em voluntários já foi aprovado pela Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT), órgão regulador argentino, e terá início em agosto, marcando o avanço à fase 2b/3 da candidata à vacina contra a COVID-19, nomeada CoronARdx.

O ensaio clínico da Pfizer e da BioNTech utiliza a tecnologia mRNA, ou RNA mensageiro, que consiste em provocar uma resposta imunológica através de partículas dos próprios genes do vírus (RNA). Em teoria, esta tecnologia seria mais facilmente reproduzível em larga escala, mensurando a grande demanda global pela futura vacina. As empresas farmacêuticas tiveram êxito na fase 1/2 – aplicada em população reduzida – ao observar a produção de anticorpos contra o vírus nos voluntários que receberam o antídoto.

A princípio, a nova fase de teste estaria focado principalmente em trabalhadores da saúde e idosos. Nesta fase, a segurança da vacina já estaria comprovada, sendo, agora, uma questão de comprovar sua eficácia. A busca pela vacina contra o vírus SARS-CoV-2 acelerou os processos de testes tradicionais, de forma que as etapas de distintas fases se sobrepõem na corrida mundial dos laboratórios.

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