Brasil negocia com EUA para que aviões militares sejam vendidos para a Venezuela

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Brasília - Hugo Chávez, após reunião na Granja do Torto com os presidentes do Brasil e da Argentina. Foto: José Cruz/ABr.

20 de janeiro de 2006

Brasil

Segundo o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil está a negociar com os Estados Unidos da América, a liberação para a venda de aviões militares da empresa brasileira Embraer para a Venezuela.

Os EUA vetaram a venda dos aviões brasileiros, que usam tecnologia americana, sob o argumento de ela ajudaria a desestabilizar a América Latina. Os americanos têm dúvidas se o governo venezuelano é mesmo democrático mostram-se preocupados com o radicalismo do discurso do Presidente Hugo Chávez. Além disso, têm receio que a Venezuela forneça ajuda militar a grupos insurgentes da região, como as FARC e ELN, que têm uma profunda identificação ideológica com o mandatário venezuelano, ainda que este negue ter qualquer envolvimento nas atividades desses grupos.

Na saída da reunião que teve com os presidentes Lula (Brasil) e Néstor Kirchner (Argentina) o Presidente da Venezuela Hugo Chávez disse: "É uma coisa totalmente absurda, todos sabem que são aviões para nossos cadetes. Já temos Tucanos [o nome do modelo de avião] há muito tempo". E acrescentou: "Isso é um exemplo do absurdo da política internacional dos Estados Unidos. É um atropelo ao Brasil, à liberdade de comércio. Os Estados Unidos sempre tiveram a estratégia de debilitar todo o empenho de unidade do Sul".

O Ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil não concorda com a posição dos EUA. Ele informou que conversou com a secretária de Estado Condoleezza Rice e que espera uma resposta. Segundo Amorim: "Esse tipo de restrição não se justifica. A Venezuela não é um país que está sob sanção internacional, não há nenhuma acusação de que esteja patrocinando o terrorismo ou ações subversivas onde quer que seja".

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