Arthur Virgílio rebate críticas de Lula sobre CPI da Petrobras

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Agência Brasil

15 de maio de 2009

Brasília, Distrito Federal, Brasil


O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), rebateu hoje as declarações do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou a iniciativa de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pretrobras como irresponsável. Para o líder tucano, o recuo na instalação da CPI seria a condenação das minorias.


Irresponsável é a forma como estão gerenciando a Petrobras e irresponsável é o medo que eles têm de deixar essa grande empresa ser investigada. Talvez, eles não estejam administrando essa grande empresa de forma republicana.
Athur Virgílio


Ele classificou as declarações de Lula como autoritárias. “Se tivéssemos feito o que eles queriam seríamos responsáveis. Se fazemos aquilo o que nosso coração manda, aí ele [Lula] nos define, autoritariamente, de irresponsáveis. O presidente é autoritário e precisa aprender a conviver com a diversidade”, afirmou.

Virgílio afirmou ainda que a CPI não é do seu partido. “Não é CPI do PSDB coisa alguma, porque o PSDB só tem 13 senadores e as assinaturas são de 32 senadores”, afirmou, referindo-se ao número de assinaturas necessárias para a instalação da CPI.

“Se cedêssemos nisso, as maiorias condenariam as minorias a nunca fazerem comissões parlamentares de inquérito nem nesse governo como em nenhum outro mais. Não quis permitir a jurisprudência negativa desse episódio”, disse Virgílio.

Para o tucano, a leitura do requerimento de instalação da CPI da Petrobras, feito hoje pela manhã, foi uma questão de honra. Ontem (14) à noite, o adiamento da leitura gerou revolta de senadores tucanos e um bate-boca no plenário da Casa. “Foi uma questão de honra. A democracia é uma questão de honra pra mim. Não quero mais a sombra ditatorial no país. A CPI não é do PSDB, é do DEM, do PSDB e do PPS, que firmaram um acordo entre seus presidentes nacionais”, acrescentou Virgílo.

O amazonense disse que não ligará para senadores para evitar a retirada de assinaturas. Para ele, a atitude seria uma “agressão” aos demais parlamentares. “Não estou nem aí para aqueles que não ligam para sua biografia. Vou ficar muito honrado se todos disserem que suas assinaturas valem. Quem disser que sua assinatura não vale, que arque com as consequência e com sua consciência”.

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