Após nove meses em coma, morre aos 25 anos, o piloto francês Jules Bianchi

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18 de julho de 2015

O piloto de velocidade Francês Jules Bianchi morreu ontem (na sexta-feira, 17) aos 25 anos em Nice (sudeste da França), depois de ter permanecido em estado de coma por nove meses, como resultado de ferimentos que sofreu no espetacular acidente na Fórmula 1 Grand Prix, no Japão, em 5 de outubro de 2014.

Bianchi, cuja vida finalizou aos 25 anos de idade, esteve internado em dois centros hospitalais: primeiro no Japão e depois em Nice. A notícia de sua morte foi anunciada por sua família na manhã seguinte de hoje. Através de um comunicado, a família do falecido, disse: “Jules lutou até o fim, como tem o feito sempre, porém sua batalha já terminou.”

É com profunda tristeza que os pais de Jules Bianchi, Philippe e Christine, seu irmão Tom e irmã Mélanie, o desejo de dar a conhecer que Jules faleceu ontem à noite no Centro Hospitalar Universitário (CHU) em Nice (França), onde ele foi internado na sequência do acidente de 5 de Outubro de 2014 em circuito de Suzuka, durante a Grand Prix Fórmula 1 japonesa.

Acidente[editar]

Bianchi em 2012.
Imagem: Henry Mineur.

Em 5 de outubro, 2014, na parte final do GP do Japão em Circuito de Suzuka, o piloto alemão Adrian Sutil se acidentou com seu carro ao sair da curva 7 da pista e uma grua (guindaste-trator) se moveu ao local para realizar manobras de traslado do carro. O piloto alemão se viu envolvido no acidente, devido as condições da pista, cuja superfície estava escorregadia e encharcada pela intensa chuva.

Enquanto a grua estava a levar o carro do alemão Adrian Sutil para fora da pista, o piloto Bianchi se envolveu no acidente, ao perder o controle/o de seu veículo na mesma curva 7 e a superfície escorregadia e encharcada com chuva, atingiu guindaste-trator, provocando-lhe graves lesões cerebrais. O capacete de Bianchi ficou entalado debaixo do trator, causando uma lesão axonal difusa e ele entrou em coma.

Foi levado e tratado imediatamente para o centro médico japonês, onde ficou por cerca de dois meses após o acidente para um hospital em Nice. Colocado na unidade de terapia intensiva, em dezembro, começou terapia de reabilitação. Na época, o pai de Bianchi, Philippe, descreveu o seu não-progresso como uma "tortura diária".

Após o acidente, a FIA, que sanciona a corrida de Fórmula 1, formou um painel para investigar o acidente. Posteriormente, o grupo revelou as suas conclusões: como Bianchi entrou na área de escape da pista, ele desactivou o mecanismo de segurança por "[aplicar] tanto do acelerador e freio em conjunto, utilizando ambos os pés", enquanto suas rodas dianteiras estavam trancadas; o painel também afirmou que ele não desacelerou o suficiente para controlar seu carro. Eventualmente, F1 mandatou o uso do "virtual safety car", que requer pilotos que entrem no pit lane em velocidades mais lentas em vez de proceder ao redor da pista.

Bianchi foi campeão em 2007 pela Fórmula francesa Renault e em 2009 pela Formula 3 Euro Series, era o membro inaugural da Ferrari Driver Academy. Ele se juntou a equipe/a da F1 Force India em 2012. Em 2013, ele se juntou a Marussia F1; no ano seguinte, no Grande Prêmio de Mônaco de 2014, ele marcou de seus primeiros pontos com Marussia no nono lugar.

Reações[editar]

Após a notícia de sua morte, inúmeros ex-piltotos e atuais enviaram suas condolências à Família Bianchi através das redes sociais.

Seu companheiro de equipe Marussia de Bianchi, Max Chilton usou seu Twitter para declarar: "Não há palavras para descrever o que a sua família e para o esporte ter perdido. Tudo o que posso dizer [é] foi um prazer conhecer você na corrida."

Os companheiros do outrora da escuderia Marussia, agora conhecido como Manor, se declararam “devastados” após a perda.

Histórico[editar]

Esta é a segunda morte de piloto na família Bianchi. Lucien Bianchi, vencedor das 24 Horas de Le Mans de 1968 e tio-avô de Jules, foi morto em 1969, durante o teste no Circuit de la Sarthe, onde a corrida 24 Horas de Le Mans é realizada.

A morte de Bianchi é o primeiro em 20 anos causada por um acidente de carro no Grand Prix F1. A 1 de Maio de 1994, o brasileiro Ayrton Senna, havia perecido em Ímola, em um acidente que provocou a implementação de uma série de medidas de segurança que, até agora, tinha sido reduzida a zero os acidentes fatais.

Fontes[editar]

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