Uganda: oposição pretende contestar resultado das eleições

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18 de janeiro de 2021

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Por VOA News

O líder do partido da oposição de Uganda, Bobi Wine, disse ontem que contestaria sua derrota na eleição presidencial ocorrida na quinta-feira passada.

"Temos evidências de diversas formas de fraude eleitoral e vamos tomar todas as medidas que a lei permitir para contestar" o resultado, disse Mathias Mpuuga, do partido de Wine, o National Unity Party (NUP), em entrevista coletiva ontem, um dia depois que a Comissão Eleitoral de Uganda declarou o presidente Yoweri Museveni o vencedor das eleições gerais de 2021.

Desde que assumiu o controle de Uganda em 1986, Museveni, 76, governou o país continuamente. Ele rejeitou as acusações de fraude eleitoral na recente eleição contra Wine, 38, um cantor que se tornou político.

O anúncio feito ontem por representantes do NUP veio após a confirmação de duas mortes em protestos, acontecidas após a divulgação do resultado da eleição, informou a Reuters.

Tanto os Estados Unidos (EU) quanto a Grã-Bretanha expressaram preocupação com o resultado da eleição, fazendo observações o bloqueio da Internet em Uganda um dia antes das votações.

Wine disse no domingo que seus assessores eleitorais têm evidências em vídeo da fraude eleitoral, mas não podem torná-las públicas por causa do bloqueio da Internet, informou a Associated Press. “Pedimos às autoridades que investiguem estas irregularidades e restaurem a comunicação”, tuitou o porta-voz do Departamento de Estado dos EU, Morgan Ortagus, no sábado.

No domingo, Jake Sullivan, que o presidente eleito dos EU, Joe Biden, escolheu para ser seu conselheiro de segurança nacional, tuitou: "As notícias de Uganda são profundamente preocupantes. Bobi Wine, outras figuras políticas e seus apoiadores não devem ser sancionados e aqueles que cometem violência política devem ser responsabilizados. Após esta eleição cheia de falhas o mundo está atento".

Um representante do NUP disse também ontem que o candidato da oposição e sua esposa não podem deixar sua casa, com soldados cercando a entrada e impedindo seus apoiadores e jornalistas de entrar. “Todos, incluindo a mídia e os funcionários do meu partido, estão proibidos de me acessar”, tuitou Wine no domingo.

O deputado Francis Zaake, um apoiador do Wine que no passado foi preso e supostamente torturado pelas forças de segurança do governo Museveni, tentou acesso ao político. Ele, no entanto, foi parado numa barreira em frente à residência de Wine, retirado do carro, espancado e jogado numa van da polícia.

O chefe da Comissão Eleitoral, Simon Byabakama, anunciou pouco depois das 16 horas de sábado, no horário local, que Museveni venceu a eleição com 58,64%, contra 34,83% dos votos de Wine. A participação eleitoral foi de 52%.

Nove dos ministros de Museveni, incluindo seu vice-presidente, não venceram, de acordo com a AP. Alguns perderam para membros do partido de Wine.

Byabakama pediu aos ugandeses, especialmente aqueles que apoiam os que perderam nas eleições, que mantenham a calma.

A Embaixada dos EU em Uganda se recusou a observar a eleição depois que as autoridades negaram mais de 75% de seus pedidos de credenciamento. No dia da votação, mais de 30 observadores eleitorais foram presos.

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