Ucrânia quer mudar sua política em relação à África na busca de cooperação mais estreita com países africanos

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de agosto de 2022

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A Ucrânia busca ampliar os laços com os países africanos e iniciou esse processo antes mesmo da invasão em larga escala de seu território pela Rússia. O presidente Volodymyr Zelenskyy enfatizou isso durante uma reunião online com jornalistas africanos, em particular com representantes da mídia da Nigéria, África do Sul, Quênia e Gana. "Nós na Ucrânia estamos mudando essa política e começamos a mudá-la antes do início de uma guerra. Mesmo durante a guerra, nomeei um representante especial da Ucrânia para o Oriente Médio e África. Queremos ampliar nossos laços. É muito importante para nós. Também nos esforçamos para encontrar diferentes áreas de investimento", disse Volodymyr Zelenskyy.

O Presidente observou que o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia planenado uma visita aos países africanos no Outono. "Não posso fazer isso agora por causa da guerra. Planejei antes da guerra e tenho certeza de que farei depois da guerra", acrescentou.

O Chefe de Estado lembrou que já após o início da invasão, manteve conversas telefónicas com os dirigentes de muitos países africanos. "Conseguimos elevar essa camada, que nossa diplomacia havia esquecido anteriormente, e acredito que é um problema comum da Ucrânia e dos países do continente africano não termos nos aproximado durante os anos de independência da nosso estado", disse o presidente.

Volodymyr Zelenskyy está convencido de que no futuro a Ucrânia e os países africanos terão muitos projetos econômicos conjuntos. Segundo ele, a Ucrâni está pronta para ser um garantidor da segurança alimentar dos países africanos. A Ucrânia também se esforça para o intercâmbio cultural. Além disso, possui uma das indústrias de TI mais desenvolvidas do mundo, um altíssimo nível de serviços digitais para a população e está pronto para compartilhar essa experiência.

"Acredito que o continente africano é um território subestimado, países subestimados e o potencial das pessoas. Porque sei o quanto nossa região e nosso povo são subestimados. E agora, devido ao bloqueio dos portos, o mundo inteiro viu o quanto a Ucrânia fez e quanto pode fazer", resumiu o Chefe de Estado.

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