Trump recebe duras críticas após tentar fraudar resultado das eleições na Geórgia

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4 de janeiro de 2021

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O jornalista Carl Bernstein, um dos responsáveis por desvendar o Caso Watergate nos anos 1970, disse à CNN que o áudio revelado pelo The Washington Post (TWP) ontem, onde Donald Trump pressiona o secretário eleitoral da Geórgia para que este "encontre" os 11.780 votos que lhe dariam a vitória e os 16 votos do estado no Colégio Eleitoral seria motivo suficiente para que o ainda presidente sofresse um impeachment.

Bernstein disse que a tentativa de Trump de fraudar as eleições na Geórgia é "muito pior do que o Watergate" e que o presidente queria dar um "golpe". Segundo ele, a gravação é "a evidência do que este presidente está disposto a fazer para minar o sistema eleitoral e tentar instigar de forma ilegal, indevida e imoral um golpe.”

Ele também criticou democratas e republicanos por não agirem - alguns senadores republicanos aliados de Trump estão se organizando para tentar inviabilizar a oficialização dos votos do Colégio Eleitoral no Congresso amanhã - dizendo que "em qualquer outro momento concebível na história dos Estados Unidos, essa fita (o áudio) resultaria na liderança de ambas as partes exigindo a renúncia imediata do presidente".

A postura de tentar vencer a eleição à força também foi criticada ontem por ex-chefes do Pentágono, inclusive pelos que trabalharam para Trump e outros presidentes republicanos. Segundo um comunicado assinado por dez deles e publicado no TWP, o tempo para questionar o resultado das eleições já passou. Eles também veem como "perigosa, ilegal e inconstitucional" a necessidade do uso da forças militares para conter protestos pró-Trump [que o próprio presidente está incentivando no Twitter] ou para cumprir a lei marcial, que Trump cogitou decretar.

Segundo o TWP, "William Cohen, que atuou como secretário de defesa do presidente Bill Clinton, disse que a discussão da lei marcial o alarmava (...) embora ele tenha dito que não tem dúvidas sobre a disposição do general Mark A. Milley, presidente do Estado-Maior, e de outros oficiais militares de alto escalão em seguir a lei, ele está preocupado que a violência iniciada por partidários de Trump, como o Proud Boys, nos próximos dias possa ser usada ​​como pretexto para usar novamente os militares contra os civis".

Conforme o cronograma eleitoral do país, Joe Biden será oficializado presidente dos Estados Unidos no Congresso no próximo dia 06 e a posse oficial, quando ocupará a Casa Branca, acontecerá no dia 20.

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