Tribunal italiano decidirá se Jesus Cristo existiu

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

10 de janeiro de 2006

Um tribunal de justiça italiano tem que decidir sobre a existência histórica de Jesus Cristo e se a Igreja Católica viola alguma lei por ensinar que Cristo existiu há cerca de 2.000 anos.

O confronto legal envolve dois septuagenários que foram amigos e durante a juventude estudaram no mesmo seminário num povoado italiano.

No banco dos réus está Enrico Righi, que continuou os estudos no seminário até ser ordenado sacerdote. Atualmente ele escreve para um jornal da igreja.

O autor da acção, Luigi Cascioli, tornou-se ateu declarado e depois de insistir durante vários anos conseguiu o direito de ser ouvido pela corte, ao final deste mês. A disputa teria se iniciado depois que o Padre Righi contradisse os argumentos expostos num livro de Cascioli. Este último não gostou e optou por apresentar um processo perante a justiça italiana.

Cascioli afirma que Righi, e por extensão a Igreja Católica, violaram as leis italianas em pelo menos dois artigos. Uma das faltas cometidas seria violar a lei de "Abuso dei Credulità Popolare" (Abuso das crenças populares), criada para proteger as pessoas contra roubos e fraudes. A segunda lei seria "Sostituzione dei Pessoa" (similar à lei sobre falsidade ideológica).

Segundo Cascioli, a Igreja construiu a idéia de Jesus Cristo baseada na identidade de Juan de Gamala, um judeu que teria lutado contra o Império Romano. "Em meu livro, 'A Fábula de Cristo', apresento provas de que Jesus não existiu como figura histórica. Ele (Righi) agora deve refutar isto mostrando provas da existência de Cristo”, disse Cascioli.

Por sua vez, o Padre Righi afirmou que há numerosos textos históricos que respaldam a existência de Jesus e acrescentou: "se Cascioli não vê o sol no céu ao meio-dia, não pode me processar porque eu vejo e ele não".

Uma corte em Viterbo deverá ouvir Righi no próximo dia 27 de janeiro e decidir se o caso tem méritos para prosseguir.

Fontes