Trabalhadores de concessionária de transportes públicos prepararam manifestação no Namibe, Angola

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Agência VOA

Empresa não paga salários há 17 meses.

2 de dezembro de 2014

Mais de 100 trabalhadores da concessionaria de transportes públicos Betacap, que não recebem salários há 17 meses e que estão em greve há mais de três meses, garantiram apoios de partidos da oposição para realizarem manifestações públicas a denunciarem a sua situação.

O secretário da comissão sindical dos trabalhadores grevistas no Namibe, João da Costa disse à VOA ter realizado contactos com as lideranças dos partidos políticos da oposição e de figuras da sociedade civil para garantir os apoios necessários para a realização de manifestações na cidade do Namibe ainda este mês.

“Já remetemos documentos ao Governo, ao Ministério de Trabalho e Segurança Social, e aos transportes, há três meses, mas ainda não obtivemos resposta aos nossos problemas. A única saída é mesmo uma onda de manifestações porque somos pais de famílias, estudamos, temos filhos a estudar, portanto a situação agrava-se a cada dia que passa”, explicou Costa.

O sindicalista diz que trabalhadores contam com o apoio dos partidos da oposição para as manifestações.

Por decisão daquela comissão sindical, a residência do Governador Rui Falcão, localizada na parte alta da cidade do Namibe, é o ponto escolhido para o término das referidas manifestações.

O sindicalista cita os nomes dos sócios da concessionaria Betacap, constituída por altos responsáveis do Executivo da província, entre os quais figura a deputada do MPLA, Carolina Cristina Elias, que nos últimos dois mandatos ocupou o cargo de segunda secretária provincial do partido na província do Namibe.

O secretário executivo provincial da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral, Sampaio Mucanda apoia a iniciativa dos grevistas. “É por isso que em nome da pátria somos presos por este regime. Consultaram-nos e estamos de acordo, eles que se organizem e nós vamos enfrentar este regime”, reagiu o dirigente.

Por seu lado, o líder do partido do UNITA, o Galo Negro, na província, Ricardo Ekupa de Noé Tuyula, além da solidariedade aos manifestantes, considera desumano manter trabalhadores 18 meses sem salários em sociedades democráticas e de direito.

“É mesmo desumano. Faço uma pergunta, será que este empregador que há 17 meses não paga o trabalhador, ele também não come há 17 meses? É incrível, é inacreditável. O Governador Rui Falcão devia ser a personalidade a dar solução este problema”, defendeu o político do galo negro.

Entretanto, Mário Leite, um dos sócios da empresas, garante que que tudo está a ser feito para que um novo acordo com os trabalhadores e espera que tal aconteça antes do Natal.

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