Somália: Al Shabaab executa quatro homens acusados ​​de espionagem

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Agência VOA

6 de fevereiro de 2017

Os militantes de Al Shabaab na Somália decapitaram publicamente quatro homens acusados de serem espiões do governo, Estados Unidos e do vizinho Quénia, escreve a Reuters citando cidadãos daquele país.

Um grupo ligado à Al Qaeda confirmou as execuções ocorridas no domingo (5/2) depois dos homens terem sido condenados por um tribunal de al Shabaab no distrito de Jamame, na região de Juba, a cerca de 70 km ao norte de Kismayu.

Mohamed Abu Abdalla, governador indicado pelo al Shabaab para a região de Juba, confirmou que as execuções foram em conformidade com a sharia (lei islâmica), mas não deu detalhes sobre o método.

“Os quatro homens admitiram que eram espiões”, disse Abdalla.

Nas áreas controladas pelo al Shabaab, o grupo executa e mutila os residentes, após julgamentos sumários em casos que vão desde espionagem até roubo.

O grupo procura expulsar os soldados da União Africana, derrubar o governo central e impor a sua própria interpretação dura da sharia no país.

Histórico

A Somália está em Guerra Civil desde 1991, quando o ditador Siad Barre foi derrubado por grupos armados que iniciaram ações armadas em 1978. Desde então até 2006, o país era controlado e disputado por diversos clãs e criminosos, mesmo com intervenção internacional autorizada pela ONU (1992-95). Naquele ano, surgiu o grupo islâmico União dos Tribunais Islâmicos (UTC), que passou controlar todo o sul e partes do país (incluindo a capital Mogadíscio), era acusado de estar ligado à rede terrorista Al Qaida.

No final de 2006, perdeu controlo com a intervenção da Etiópia, depois que UTC lançou ofensiva contra o governo reconhecido internacionalmente instalado em Baidoa (centro do país) e com a queda da capital, o governo se instalou na capital do país. Em 2007, a UTC se dissolveu em diversas facções, uma apoiando o actual governo e outra que se formou actual Al Shabaab.

Em 2008, a Etiópia decidiu retirar tropas no país, concluída em 2009, exigida por grupos armados como condição de negociação de paz. No entanto, al Shabaab, se aproveita e passa a controlar partes do país e entre 2010 a 2012, faz cerco ao Mogadíscio, mas é derrotada. Nos últimos anos, a capital e outras cidades que eram centro de combates, começam a voltar aos poucos suas rotinas antes da Guerra Civil.

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Fontes

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