Segundo Lula, ajuda do Foro de São Paulo foi fundamental para Chávez

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São Paulo — Lula discursa durante reunião do FSP: "graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela". Foto Ricardo Stuckert/PR.

3 de outubro de 2005

Brasil

Para o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a ajuda do Foro de São Paulo (FSP) foi fundamental para o Governo do Presidente Hugo Chávez da Venezuela.

Lula falou sobre a actuação do FSP junto a outros países, entre eles a Venezuela, em 2 de julho de 2005, durante discurso no Foro de São Paulo, realizado no Brasil, na cidade de São Paulo: "Foi assim que nós, em janeiro de 2003, propusemos ao nosso companheiro, presidente Chávez, a criação do Grupo de Amigos para encontrar uma solução tranqüila que, graças a Deus, aconteceu na Venezuela. E só foi possível graças a uma ação política de companheiros. Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela."

Brasília — reunião do Grupo de Amigos da Venezuela, no Minstério das Relações Exteriores do Brasil, em 10 de março de 2003. Foto: Elza Fiuza/ABr.

O Grupo de Amigos da Venezuela (GAV) foi criado em 15 de janeiro de 2003, com representantes do Brasil, Chile, Estados Unidos da América, México, Espanha e Portugal. Ele surgiu para oferecer apoio à Venezuela, após uma grave crise política nesse país, em que setores contrários à permanência de Chávez no poder se manifestavam.

Lula avaliou que o FSP e o GAV foram importantes para a vitória de Chávez no referendo revogatório realizado em 15 de agosto de 2004 e que decidiu pela permanência do governante venezuelano no comando do país.

Lula falou sobre o GAV durante entrevista coletiva em 29 de abril de 2005: "Nós convencemos o presidente Chávez que era importante que tivesse interlocutores que falassem com a sua oposição. O Grupo de Amigos funcionou e o Grupo de Amigos consolidou o referendo que foi acompanhado por muita gente de outros países, inclusive pela Fundação Jimmy Carter, que teve um papel muito importante na consolidação do referendo".


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Fontes