Secretário da ONU para as alterações climáticas apresenta demissão

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

18 de fevereiro de 2010

Amazônia
Outras notícias sobre o meio-ambiente


Yvo de Boer, o Holandês que ocupava desde Setembro de 2006 o lugar de secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (CMNUCC) pediu hoje a demissão, abandonando o cargo a 1 de Julho, data onde passará para o sector privado.

«Foi uma decisão difícil, mas acho que chegou o momento de assumir um novo desafio, a trabalhar sobre o clima e a sustentabilidade no sector privado e académico», confidenciou De Boer em comunicado, de acordo com o diário espanhol El País.

Yvo de Boer, em 2007

«Copenhaga não nos deu um acordo claro em termos jurídicos, mas o compromisso político de os países se dirigirem para um mundo com baixas emissões é irrevogável. Isto requer novas parcerias com o sector empresarial e agora tenho a oportunidade de contribuir para que tal aconteça», acrescentou ainda, no referido comunicado.

Este anúncio surge dois meses depois da Cimeira de Copenhaga, considerada uma decepção por vários sectores, e permitirá, segundo a AP, que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon tenha tempo para encontrar o seu sucessor antes da cimeira no México que se realizará em Dezembro deste ano. Contudo, ainda ajudará a coordenar os esforços negociais, enquanto não terminar o seu mandato.

Apesar de várias noticias terem surgido relacionando o seu abandono com o fracasso da Cimeira de Copenhaga, em declarações a BBC afirmou que o fracasso da ultima cimeira nada teve a ver com esta demissão, e que mesmo antes da cimeira já se encontrava a procura de um novo desafio.

Antes de ocupar o lugar de secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, Yvo de Boer foi director-geral adjunto do Ministério do Ambiente holandês, vice-presidente da Comissão das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável e consultor do Banco Mundial e do governo chinês.

Fontes

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati