Sarkozy defende fiscalização de instituições financeiras e parceria com o Brasil na reunião do G20

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Agência Brasil

23 de dezembro de 2008

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu ontem (22) uma redefinição do papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a regulação das instituições financeiras, no sentido de evitar novas crises econômicas mundiais.

“Não pode existir nenhum tipo de instituição financeira sem fiscalização”, disse à imprensa, ao final da reunião da Segunda Cúpula Brasil–União Européia. Para ele, é preciso “lançar bases para um sistema monetário mais equilibrado”.

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Decidimos com o presidente Lula que as coisas devem mudar e devem mudar profundamente.(...)Decidimos estreitar nossas posições e chegar a Londres (local da cúpula, em abril) com uma visão comum sobre o futuro do FMI, sobre o sistema de administração das instituições financeiras. Não podemos permitir que uma só instituição financeira fique sem controle ou supervisão.

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Nicolas Sarkozy, presidente da França



Durante a reunião, o Brasil e a União Européia - sob a presidência de Sarkozy- , além de definir uma série de parcerias em áreas como meio ambiente e tecnologia, resolveram atuar afinados na área de economia, no próximo encontro do G20, marcado para abril de 2009, em Londres.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em referência ao cenário econômico mundial, disse que “o diálogo sobre questões macroeconômicas e financeiras lançadas em nossa parceria representará um canal adicional para discussão dessas questões”.

O chefe de estado francês defendeu a liberdade de comércio global e voltou a criticar as barreiras que impedem o fluxo de produtos entre os países. “Não queremos o protecionismo”, disse Sarkozy.

Ele também elogiou o esforço do Brasil na proteção do meio ambiente, com as metas de redução do desmatamento. “É importante ver o Brasil se engajando nesse projeto”. E afirmou que a União Européia também trabalha contra o aquecimento global.

O presidente da Comissão Européia (braço executivo do bloco), o português José Manuel Durão Barroso, informou ainda que a meta de redução de emissões de gases do efeito estufa dos países até 2020 é de 20%, em relação a 1990.

Durão Barroso também elogiou a utilização de energia renovável no Brasil, “uma das mais limpas do mundo”, mas criticou a contribuição do desmatamento para o aquecimento global.

Ele disse que, se o Brasil cumprir o Plano Nacional de Mudança do Clima, que prevê a redução do desmatamento entre 30% e 40% até 2017, poderá se tornar uma referência. “Se o Brasil adotar esse programa ambicioso será líder dos esforços na comunidade internacional ”, disse.

Ainda esta noite, Sarkozy e Lula participam do lançamento do Ano da França no Brasil, que começa em abril do próximo ano.

Fontes