Saúde lança campanha para prevenir a obesidade infantil

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15 de novembro de 2019

Alimentação saudável e atividade física são algumas recomendações

O Ministério da Saúde lançou a campanha "1, 2, 3 e já! Vamos prevenir a obesidade infantil". O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou:

“Somos de uma geração em que a propaganda dizia: 'Danoninho vale por um bifinho'. Daquele marco, inicia-se uma reação da sociedade e organização para pensar e debater se aquela frase tinha algum fundo de verdade. Hoje, ela fica na prateleira da vergonha da propaganda. Era um Conar [Conselho Nacional Autorregulamentação Publicitária] que não existia, uma regulamentação que não existia.”

Dados do ministério indicam que três de cada 10 crianças de 5 a 9 anos atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão acima do peso, um total de 4,4 milhões. Do total de crianças, 16% (2,4 milhões) estão com sobrepeso, 8% (1,2 milhão) com obesidade e 5% (755 mil) com obesidade grave. Abaixo de 5 anos, são 15,9% com excesso de peso.

O embaixador da campanha, o preparador físico Marcio Atalla, disse: “essas crianças, tendo uma saúde debilitada agora, com sobrepeso e obesidade, têm o risco de ter câncer aumentado em 40%, e maior risco de doença cardiovascular. São as enfermidades que mais têm prevalência dentro do sistema de saúde. Então, uma campanha contra a obesidade infantil é de extrema importância para a saúde no futuro, em um país que vai envelhecer e vai depender do sistema público de saúde”.

Pesquisa nutricional

A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério, Gisele Bortolino, destacou:

“O objetivo é avaliar o estado nutricional das crianças e as deficiências nutricionais. O último inquérito, de 2006, mostrava a prevalência de anemia de 20% e hipovitaminose de 17%. Então, esse inquérito tem o objetivo não só de ver a questão do excesso de peso, mas também o estado nutricional e, a partir disso, fazer a discussão das políticas para as questões encontradas”.

“Esses números vêm de fontes indiretas, por isso autorizamos esse inquérito. Ele vai me dar o marco zero: quantas crianças são, onde estão, quanto é por região, dentro das regiões quais são os motivos principais. Tem região que é sedentarismo, outras é alimentação equivocada”, disse.

Guia alimentar

Segundo os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) 2018, 49% das crianças de 6 a 23 meses consomem alimentos ultraprocessados, 33% ingerem bebidas adoçadas e 32,3% comem macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados.

Segundo Gisele Bortolino, o guia “foi atualizado com linguagem mais simples, voltado para tirar as dúvidas das famílias. Os anteriores eram direcionados a profissionais de saúde. Ele inova ao trazer um capítulo sobre culinária e mostra que a chegada de uma criança deve ser uma oportunidade para unir a família, se organizar e cozinhar alimentos mais saudáveis em casa. Também foram incorporadas as crianças vegetarianas”.

Amamentação

A presidente da edição da Conferência Mundial, Marina Ferreira Rea, lembrou:

“Em meio a tantas dificuldades que tem o planeta e tantas diversidades, contrastes sociais e econômicos, as ações que discutiremos aqui são, diferentemente de outras, factíveis. Sabemos disso. O desafio de saber nos torna cúmplices. Somos cúmplices quando não levamos a criança ao seio materno na primeira hora de vida ou quando a separamos da mãe sem necessidade.”

A presidente do encontro, Maria Inês Couto Oliveira, afirmou que:

“Todos os companheiros de todas as raças e todas as etnias têm o direito de amamentar. Esse direito não pode ser negado por ninguém e por nenhuma indústria de alimentos infantis ou de bicos ou chupetas. Nenhuma tem o direito de tirar o peito da boca das crianças, porque isso é vida. Só haverá democracia nesse planeta se a mãe tiver o direito de aconchegar seu filho no seu peito e nesse momento proporcionar amor”.

Fontes

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