São Tomé e Príncipe: ativistas indignados com a impunidade

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30 de novembro de 2020

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O caso de um pai são-tomense, que violou as suas três filhas, em Portugal, e afirmou em tribunal que tal prática é tradição cultural no seu país, reacende o debate sobre os crimes de abuso sexual de menores no arquipélago.

A Procuradoria Geral da República diz que tem em mão mais de mil processos relacionados com o abuso sexual de menores. Os acusados incluem titulares de órgãos públicos.

“Quem não sabe que em São Tomé e Príncipe há pessoas no governo que são pedófilos?”, questiona o ativista Abel Bom Jesus.

“Há representantes de órgão de soberania que andam com crianças e em troca dão casa, terrenos e bolsas de estudo no estrangeiro”, acrescenta outra ativista, Noemy Medina.

A advogada Celisa de Deus Lima, que diz que “não é tradição, em São Tomé e Príncipe, os pais abusarem das suas filhas”, alerta que “há uma enorme tolerância de ponto de vista social sobre os casos de abuso sexual de menores”.

As autoridades, que muitas vezes prometem mudar a situação, dizem que estão endurecendo a lei de punição a casos do género.

“São casos que acontecem entre quatro paredes e torna-nos difícil investigar se as vítimas ou familiares não denunciarem”, disse a procuradora Vera Cravid.

Cravid, que coordena a área cível do ministério público, admitiu que, mesmo entre os casos denunciados, “muitos são arquivados por falta de provas”.

Fontes

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