Reunião do Eurogrupo termina sem acordo com a Grécia

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16 de fevereiro de 2015

Europa

A reunião dos ministros das Finanças da zona do euro, hoje (16), em Bruxelas, terminou mais cedo que o previsto, após a Grécia ter rejeitado liminarmente uma proposta de compromisso apresentada pelo Eurogrupo. O governo grego rejeitou a primeira proposta feita pelo Eurogrupo, que busca viabilizar o pagamento dos credores do país. Uma fonte do governo da Grécia considerou a proposta “absurda” e “inaceitável”, por exigir que o país prolongue e conclua o atual programa de assistência financeira.

O programa de ajuda europeia à Grécia terminaria em dezembro, mas foi prorrogado até o fim deste mês. A Grécia está sob assistência financeira internacional desde 2010, com dois empréstimos concedidos em conjunto pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em troca de duras medidas de austeridade.

O presidente do Eurogrupo, Jeoren Dijsselbloem, disse preferir uma solução que passe pela extensão do programa de assistência à Grécia em um curto prazo, enquanto se negocia uma proposta de longo prazo. Ele destacou, no entanto, que a iniciativa pertence a Atenas. Falamos em uma extensão do programa porque este ainda vigora", adiantou Dijsselbloem, ressaltando ainda que a Grécia tem até o final da semana para decidir, podendo ser marcada até lá uma nova reunião dos ministros das Finanças da zona euro. "É muito claro que o próximo passo tem que ser dado pelas autoridades gregas e, tendo em conta o calendário, estamos reduzidos a esta semana", disse o presidente do Eurogrupo, em entrevista coletiva depois da reunião.

Segundo Dijsselbloem, do lado do Eurogrupo, a proposta que está em cima da mesa é a da extensão do atual programa porque "é a que permite que se ganhe o tempo necessário" para debater com Atenas as pretensões gregas. "Há flexibilidade no programa, mas há que se assegurar que os progressos feitos não se percam", salientou.

Na mesma linha, o comissário europeu para os Assuntos Econômicos e Financeiros, Pierre Moscovici, considerou que a proposta apresentada à Grécia pelos outros 18 países do Eurogrupo é a que melhor serve os interesses de todos. "Temos que ser lógicos e não ideológicos, há que se encontrar uma maneira de respeitar a escolha dos gregos e as regras europeias.", adiantou Moscovici.

A proposta europeia é estender o programa em vigor, aproveitar a flexibilidade prevista no programa e rever as medidas possíveis. A negociação de um novo memorando, adiantou Dijsselbloem, é possível, mas "um novo programa seria sempre sobre a sustentabilidade da dívida, a estabilidade financeira, com medidas populares e outras impopulares". Pela parte do FMI, a diretora-geral Christine Lagarde lembrou que o prazo é mais longo, "mas o programa tem que ser avaliado com urgência e só há novo desembolso depois desta".

Fontes

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