Rafael Marques diz que práticas de repressão se mantêm em Angola

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4 de novembro de 2020

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Ativista e jornalista insta governo a ouvir as pessoas e a deixá-las manifestarem as suas opiniões

Multiplicam-se as críticas às agressões da Polícia Nacional aos manifestantes em Angola.

Agora, o conhecido jornalista e ativista Rafael Marques considera que a não responsabilização dos agressores leva com que os governantes continuem a reprimir as pessoas. Ele apela o governo a autorizar as manifestações e que compreenda que o povo continua a sofrer.

David Mendes bate a porta e deixa grupo parlamentar da UNITA por "divergências de pensamento" “O governo deve manter o foco na melhoria das condições dos cidadãos e deve ouvir os cidadãos”, afirma Marques, para quem “as práticas de repressão e de não ouvir o que as pessoas estão a dizer mantêm-se”.

O ativista considera ainda que o mau funcionamento da justiça é o culpado das agressões contra os manifestantes porque “o sistema judicial não funciona, não é independente, não é autónomo”.

Conhecido pelas suas denúncias durante anos, Marques diz ser “importante os cidadãos continuarem a denunciar as irregularidades do governo”.

No passado dia 24, a polícia reprimiu uma manifestação contra o desemprego e a favor da marcação da data das eleições autárquicas por considerar que violava um decreto presidencial que impede aglomeração de mais de cinco pessoas para evitar a propagação da COVID-19.

Cerca de uma centena de pessoas foram detidas, entre as quais seis jornalistas, tendo 71 sido condenados a um mês de prisão convertido em multa por desobediência e destruição de bens.

Os promotores da manifestação já anunciaram um novo protesto para o dia 11, em que se assinala o 45º aniversário da independência nacional.

Fontes

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