Rússia expulsa diplomatas europeus supostamente ligados a Navalny

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6 de fevereiro de 2021

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A Rússia e as nações ocidentais continuam seu embate sobre o destino do líder da oposição Alexei Navalny, com o Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciando ontem, enquanto o principal diplomata da União Europeia (UE), Josep Borrell, estava em Moscou para conversações, a expulsão de três diplomatas europeus por suposto apoio ao crítico de Putin.

As autoridades russas expulsaram os representantes da Alemanha, Suécia e Polônia, alegando que eles teriam participado dos "protestos ilegais" de 23 de janeiro passado.

A medida ocorreu enquanto o Kremlin continuava a aumentar a pressão sobre Navalny - julgando-o novamente num tribunal de Moscou ontem, poucos dias depois dele ter sido condenado a quase três anos de prisão por violação da condicional, o que gerou protestos na Rússia e no exterior. No novo julgamento, o opositor de Putin foi acusado de caluniar um veterano da Segunda Guerra Mundial que participou de um vídeo promocional na mídia estatal apoiando as reformas constitucionais feitas meses atrás

Mais poder para Putin

No vídeo, o veterano apoiava as mudanças - adotadas em um polêmico referendo em julho passado - que permitem que o presidente Vladimir Putin permaneça no cargo, caso opte pela reeleição, após o final de seu atual mandato em 2024.

Reação internacional

Tanto a prisão de Navalny, como a detenção de milhares de manifestantes anti-Putin durante os protestos dos últimos dois finais de semana e a agora expulsão dos diplomatas causaram indignação. O anúncio da expulsão foi considerado "cronometrado para causar o máximo de ressentimento", uma vez que aconteceu logo após a reunião entre o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e o diplomata da UE.

“Transmiti ao Ministro Lavrov nossa profunda preocupação e nosso apelo por sua libertação [de Navalny] e pelo início de uma investigação sobre seu envenenamento”, disse Borrell numa entrevista coletiva ao lado de Lavrov, que ignorou as críticas e acusou a UE de tomar o mesmo caminho dos Estados Unidos, que foram acusados pelo governo Putin de tentar interferir em questões internas da Rússia ao criticar a prisão de Navalny e o uso da força policial para impedir os protestos populares pacíficos.

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