Rússia: após novos protestos contra Putin, milhares são presos; Anistia Internacional condena prisões

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1 de fevereiro de 2021

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Ao menos 5.400 pessoas foram presas na Rússia ontem após novos protestos contra Vladimir Putin e em favor de Alexei Navalny, o líder opositor que sofreu uma tentativa de envenenamento no ano passado, levarem milhares de russos às ruas, principalmente na capital Moscou e em São Petersburgo.

A primeira onda de protestos aconteceu domingo passado, 24 de janeiro, tendo o governo Putin culpado "forças políticas externas" pelos manifestos.

"Estamos fartos. Tenho estado à espera do momento em que as pessoas finalmente se revoltem e se comecem a manifestar publicamente. Mas penso que isto é apenas o começo, o que acontecer depois vai ser mais duro," diz Anna Yakubova, uma manifestante de 37 anos, segundo a EuroNews.

A União Europeia, Estados Unidos e outras organizações, como a Anistia Internacional, criticaram a violência policial e as prisões, inclusive a de Navalny. O líder político foi preso há algumas semanas assim que desembarcou na Rússia vindo da Alemanha, onde tinha passado os últimos meses se tratando do envenenamento.

"As autoridades russas prenderam tantas pessoas nas últimas semanas que os centros de detenção em Moscou ficaram sem espaço e manifestantes pacíficos estão sendo mantidos em instalações de deportação", acusou Natalia Zviagina, Diretora do Escritório da Anistia Internacional na capital russa. "Tentar prender todos os críticos no país é um jogo perdido", completou, enfatizando que o governo Putin deveria reconhecer os direitos à liberdade dos russos expressarem sua opinião.

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