Prostituição infantil atinge níveis alarmantes em São Tomé e Príncipe

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5 de novembro de 2020

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O Instituto para Igualdade e Equidade do Género de São Tomé e Príncipe estima que nos últimos seis meses o número de crianças envolvidas na prostituição aumentou em mais de 70%.

Este aumento é apontado como tendo por causa o agudizar da crise económica provocada pela pandemia do novo coronavírus.

A directora daquele instituto, Ernestina Menezes, diz ter testemunhado casos que lhe deixaram chocada.

“Muitas crianças de 12, 13 e 14 anos de idade trocaram a escola pela prostituição estimuladas pelas própria mães devido a situação financeira do lar”, denuncia Menezes, quem lembra que nos últimos meses a situação agravou-se.

Ela conclui serem necessárias mais campanhas de sensibilização e criação de mecanismos de responsabilização dos pais que encaminham as filhas para a prostituição.

O sociólogo Olívio Diogo apela à intervenção das autoridades competentes de forma a criar mecanismos legais que possam proteger as adolescentes "empurradas para a prostituição pelos seus pais” e aponta “a degradação dos valores da família como a principal causa do aumento da prostituição infantil” no país.

Fontes

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