Proclamação dos EUA concedendo soberania a Marrocos em relação à região em disputa provoca reação na África

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Mapa do Saara Ocidental

11 de dezembro de 2020

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Analistas e partidos políticos africanos estão expressando preocupação com o anúncio repentino dos Estados Unidos reconhecendo a soberania de Marrocos sobre o território disputado do Saara Ocidental.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a decisão na quinta-feira, depois que Marrocos concordou em normalizar as relações com Israel. Analistas no continente afirmam que há o risco de alterar uma situação delicada que tanto a União Africana quanto as Nações Unidas passaram décadas tentando resolver.

Em uma proclamação, Trump disse que os EUA acreditam que reconhecer a reivindicação de Marrocos sobre a região do Saara Ocidental é "a única base para uma solução justa e duradoura para a disputa". Ele continuou, “Os Estados Unidos acreditam que um Estado sarauí independente não é uma opção realista para resolver o conflito e que a autonomia genuína sob a soberania marroquina é a única solução viável”.

Ele exortou as partes a negociar "usando o plano de autonomia do Marrocos como a única estrutura para negociar uma solução mutuamente aceitável."

Marrocos anexou a ex-colônia espanhola em 1975. Quando a antecessora da UA, a Organização da Unidade Africana, admitiu o Saara Ocidental em 1984 como um estado membro, Marrocos renunciou à organização. Marrocos voltou a aderir à UA apenas em 2017.

A UA e a ONU passaram décadas tentando reconciliar a situação no território, onde a Frente Polisario pró-independência há muito clama por reconhecimento. Os EUA são a primeira potência ocidental a se aliar oficialmente ao Marrocos, em troca do restabelecimento das relações entre Israel e Marrocos, também anunciado quinta-feira.

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