Presidente Lula pretende estipular diárias no governo para "acabar com a sacanagem"

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Agência Brasil

13 de maio de 2008

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem (12) que pretende estipular o pagamento de diárias no governo federal para "acabar com a sacanagem".

"Estou vendo aqui o companheiro Mariano Palma, companheiro do Conselho Fiscal, que brigava tanto para as notas do sindicato estarem em dia. Brigava tanto que me obrigou a instituir a diária no sindicato. Coisa que eu quero fazer no governo federal para acabar logo com a sacanagem", disse no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), durante comemoração dos 30 anos da greve da montadora Scania.

O governo estuda implantar diárias para os ministros em viagens, a fim de substituir os cartões corporativos. Em março deste ano, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que as diárias podem ficar entre R$ 400 e R$ 450.

No evento, Lula também comparou as greves de trabalhadores realizadas hoje às da época da ditadura militar. “Hoje é muito fácil a gente discutir isso. Mas naquela época era um tempo muito nervoso”, disse, recordando a repressão policial e a dificuldade de fechar acordos com os patrões. E ressaltando que hoje os sindicalistas são recebidos dentro da empresa para negociar.

Iniciada em 1978, a greve dos trabalhadores da Scania foi a primeira realizada após dez anos da promulgação do AI-5, que suspendeu a possibilidade de qualquer reunião de cunho político e recrudesceu a censura, entre outras medidas que deram poderes absolutos ao regime militar.

Para o presidente, a realidade dos sindicalistas do ABC paulista não é a mesma de sindicalistas de outros estados. “Quando chego na empresa e vejo aquele jornaliznho transitar na linha de montagem, vejo a comissão da fábrica com poder de resolver os problemas internos. Isso são conquistas históricas que o Brasil inteiro ainda não teve”, disse.


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