Presidente Chávez expulsa militar da embaixada dos EUA

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4 de fevereiro de 2006

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O Presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou nesta quinta-feira (2), durante o discurso de comemoração dos 7 anos de seu mandato, que o militar estado-unidense John Correa era persona non grata e que devia abandonar o país "imediatamente".

Chávez disse em seu discurso: "Decidimos jogar para fora do país um adido militar da embaixada dos Estados Unidos por espionagem (...) O senhor capitão de fragata da marinha de Estados Unidos John Correa, deve sair do país imediatamente". E advertiu "ao governo imperialista dos Estados Unidos que, se seus militares reunidos na Venezuela continuarem a fazer o que este capitão tem estado a fazer, serão detentos e postos para fora da sua embaixada, e o próximo passo será retirar toda a missão militar dos Estados Unidos da Venezuela".

Dias atrás, Chávez afirmara que seis militares venezuelanos tinham sido descobertos a colaborar com servidores públicos da embaixada dos EUA em Caracas em "atividades de espionagem". O Departamento de Estado dos EUA negou as acusações.

Em Washington D.C., o Secretário de Defesa Donald Rumsfeld afirmou: "Chávez tem à disposição na Venezuela um monte de dinheiro oriundo do petróleo. Ele foi eleito legalmente, da mesma forma que foi Adolf Hitler". Rumsfeld lamentou que o facto de o Presidente da Venezuela ter "consolidado seu poder" e adicionou que "agora, supostamente, está a trabalhar muito próximo de Fidel Castro, do senhor (Evo) Morales e de outros".

John Negroponte, Diretor de Inteligência, disse ao Comitê de Inteligência do Senado que a "Venezuela é o principal desafio à segurança do hemisfério" e assinalou que Chávez está "a procurar laços diplomáticos, econômicos e militares com o Irão e a Coreia do Norte", países chamados pelos EUA de "Eixo do Mal".

José Vicente Rangel, vice-presidente venezuelano, respondeu que "Não estamos dispostos a aceitar passivamente que o governo nacional... seja agredido impunemente por pessoas totalmente desqualificadas desde o ponto de vista político, moral e ético, como a liga que acompanha o 'Hitler norte-americano' George W. Bush (...) se alguém é parecido neste momento por sua política criminosa ao chefe do III Reich é precisamente o Presidente Bush que da mesma forma que Adolfo Hitler tinha uma equipe famosa". Segundo Rangel, a essa "equipe" pertencem o vice-presidente Dick Cheney, Negroponte e Rumsfeld. A Respeito das declarações do Diretor de Inteligência estado-unidense, Rangel declarou: "Já Negroponte como alto chefe de segurança e inteligência dos Estados Unidos sabe que Hugo Chávez vai ganhar as eleições na Venezuela e portanto se antecipa com essa declaração para desqualificar o processo eleitoral".

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